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sábado, 16 de novembro de 2013

ALFREDO VIEIRA



 ALFREDO VIEIRA - Frescor - Óleo sobre tela

Muito bom, encontrar por esses dias, mesmo que ainda virtualmente, com o artista mineiro Alfredo Vieira. Ele é um representante contemporâneo do novo realismo mineiro, explorando a velha temática paisagística que fez escola por aqui, mas com um frescor e técnicas inusitadas. Adepto também do Hiperrealismo, uma tendência muito comum aos artistas realistas contemporâneos mais virtuosos.

 ALFREDO VIEIRA - Fazendinha - Óleo sobre tela

Nascido em Belo Horizonte, no ano de 1969, é filho de um outro artista, Afrânio, que foi um dos fundadores da antiga Feira Hippie, naqueles saudosos tempos onde funcionava ainda na Praça da Liberdade, e tinha um glamour que perdeu há tempos. Afrânio ficou conhecido por retratar casarios, uma identidade própria da temática mineira.

 ALFREDO VIEIRA - Ladeira - Óleo sobre tela

Alfredo Vieira também começou a expor na feira, bem cedo aliás, quando tinha apenas 10 anos. Expôs por lá em longos 32 anos e se firmou como um pintor de cenas mineiras, conquistando um público cativo não só no estado, mas de outras regiões do país. Após um estágio com um antigo professor da Guinard, Pedro Augusto, no ano de 2000, Alfredo monta seu próprio curso, priorizando bastante o desenho e aprimorando, juntamente com seus alunos, experimentos em novas técnicas e efeitos.

 ALFREDO VIEIRA - Gemas - Óleo sobre tela

Em 2002, a convite de uma aluna italiana, fica um período de 6 meses naquele país. Uma exposição hiperrealista bem sucedida lhe abre as portas para poder explorar ainda mais o país. Viaja pelo norte da Itália, sempre pintando ao vivo em praças e feiras. Um curso em Florença só veio realçar ainda mais a sua veia hiperrealista, tendência que nunca pretende deixar de explorar.

 ALFREDO VIEIRA - O Vendedor - Óleo sobre tela

 ALFREDO VIEIRA - Leiteiro - Óleo sobre tela - 50 x 60


Depois dessa temporada, retorna ao Brasil e se dedica principalmente aos cursos de desenho e pintura, suas principais atividades até hoje. Considera-se um pintor hiperrealista por excelência, gosta dos mínimos detalhes, captados com precisão e muita paciência. Não foi de frequentar escolas, muito do que aprendeu veio de leituras e muitas pesquisas, experimentadas em horas a fio, no refúgio de seu ateliê.

 ALFREDO VIEIRA - Marinha - Óleo sobre tela

Marinha, detalhe

Alfredo é metódico, tem toda uma trilha planejada para sua carreira, com planos bem audaciosos para o futuro, onde pretende explorar o hiperrealismo numa esfera que ainda não faz com tanta predominância. Ele se diz completamente apaixonado pelo que faz, não se cansa de passar no mínimo 10 horas por dia em seu ateliê, produzindo tudo aquilo que lhe fascina. Curte tudo, desde a preparação da tela, do tema, dos esboços, a primeira mancha, a pintura propriamente dita, veladuras, luzes finais... Faz tudo isso com muita entrega.

 ALFREDO VIEIRA - Solitude - Óleo sobre tela

Mestres como referência, considera muitos: Vermeer (seu preferido), Caravaggio, Bouguereau, Van Gogh, Richard Estes, Ralph Goings, Royo, Volegov e mais recentemente a artista Alissa Monks.
É por gratas surpresas como esta, que a arte realista sempre irá se reciclar e apresentar ao mundo novos nomes. Ainda que as temáticas se repitam, haverá sempre uma nova linguagem para falar do mundo de hoje.

PARA SABER MAIS:


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

CARLOS AUGUSTO


CARLOS AUGUSTO - Ilha da Boa Viagem - Óleo sobre tela - 60 x 130

CARLOS AUGUSTO - Igreja Nossa Senhora da Piedade, Angra dos Reis
Óleo sobre tela - 70 x 110 - 2000

Muito tem se falado da divisão racial de cotas, seja para o ensino ou para qualquer outra oportunidade de ascensão social de indivíduos. É uma questão polêmica, pois envolve uma série de fatores. É sabido que uma condição social desfavorável, por aqueles que não tem muitos recursos financeiros, principalmente para evoluírem em seus estudos, é um fator de desigualdade social, que por si só, desnivela as classes sociais e põe em desigualdade aqueles que realmente nunca terão acesso a essa melhora de condição. Por outro lado, há o risco de rotular alguém merecedor de uma oportunidade, apenas por que tem uma condição social desfavorável, sem se dar conta que ele realmente tenha méritos para isso.

CARLOS AUGUSTO - Canoas de pescadores - Óleo sobre tela - 60 x 120 - 2000

CARLOS AUGUSTO - Ferradura, Búzios - Óleo sobre tela - 60 x 110

CARLOS AUGUSTO - Praia do Leme - Óleo sobre tela - 50 x 120 - 1990

De origem modesta, negro, criado na periferia de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Carlos Augusto é um dos muitos casos, não raros, de prodigiosos talentos que não necessitam de cotas para ascensão. O respeito que sentimos pela sua obra é conquistado unicamente por ela, sem mesmo que saibamos quem é o artista que está por trás dela. Seu histórico de vida nos deixa ainda mais desconfiados se esses critérios de seleção são mesmo seguros e necessários. Descoberto ainda jovem, graças a um talento autodidata, já praticava, aos 21 anos de idade, uma pintura de veterano, mas que nunca havia sentado em uma cadeira de escola de artes.

CARLOS AUGUSTO - Rochas, Boa Viagem - Óleo sobre tela - 90 x 120 - 2003

CARLOS AUGUSTO - Angra dos Reis, Ilha Grande
Óleo sobre tela - 60 x 110 - 1990

CARLOS AUGUSTO - Saco da Gamboa - Óleo sobre tela - 65 x 100

Com o apoio da mãe, isso sim, caso raro de quem precisa da mão de obra com mais emergência para ajudar a suprir nas dificuldades domésticas, Carlos Augusto se viu forçado a abandonar cedo os seus estudos, exatamente para ajudar no orçamento da família. Por um desses vieses que a vida oferece, foi trabalhar com molduras na Galeria Rembrandt, no Rio de Janeiro. Paralelo às suas funções do dia a dia naquele estabelecimento, crescia também o interesse constante pelas obras de arte que tanto via passar por suas mãos. Não perdeu tempo e começou a explorar um dom que se fazia adormecido dentro dele. A evolução vem rápido para todos aqueles que não perdem os olhos de seus objetivos.

CARLOS AUGUSTO - Serra dos Órgãos, Teresópolis - Óleo sobre tela - 60 x 130 - 1998

CARLOS AUGUSTO - Vista de Santa Tereza, século XIX - Óleo sobre tela - 60 x 170

Carlos Augusto conquistou seu espaço graças a seu talento ímpar de captar, principalmente, as belezas naturais litorâneas do Rio de Janeiro. Faz com maestria o que muitas escolas nunca poderiam lhe ensinar. Parte a campo, capta suas primeiras impressões e depois, em seu retiro de ateliê, debruça horas a trabalhar aquilo que a retina não deixa fugir. Com uma energia imensa, explora efeitos e resultados numa técnica que desenvolveu exclusivamente para sua maneira de fazer. Curiosamente, só veio a conhecer o mar já adulto, e percebe-se o quanto o contato lhe causou emoção.

CARLOS AUGUSTO - Salinas, São Pedro da Aldeia - Óleo sobre tela - 50 x 120

CARLOS AUGUSTO - Vista da Praia de Charitas, Niterói - Óleo sobre tela

Walmir Ayala foi quem deu uma das melhores definições do artista, para um release de apresentação de suas obras em sua primeira exposição:
“Estamos diante de um pintor de Caxias, da polêmica Baixada Fluminense, e que nos traz uma lição de equilíbrio, em uma linguagem elaborada e criativa, na qual nosso mundo é revisto com grandeza e excelência técnica... Ele persegue uma visão de paz, que corresponde à emoção que sente ao trabalhar, exemplo de que a felicidade consiste em produzir algo dentro de um projeto de vida, e que talvez isso seja irreversível, em termos de vocação...”


.* Crédito das imagens para:
REMBRANDT GALERIA, Rio de Janeiro

domingo, 9 de dezembro de 2012

POR DENTRO DE UMA OBRA: Rod Chase


ROD CHASE - Brumas da manhã - Acrílica sobre tela - 91,44 x 60,96

Há quem torça o nariz pelo realismo excessivo praticado por muitos artistas atuais. Controvérsias à parte, muitos artistas hiperrealistas da atualidade demonstram um virtuosismo impecável e uma habilidade sobre a qual não dá para ficar indiferente. Rod Chase é um dos mais virtuosos representantes desse time, e há tempos vem exibindo um trabalho que tem conquistado muitos adeptos e provocado muitas críticas por aqueles que não admiram essa linha de produção.

O fotorrealismo tem uma grande legião de colecionadores. Admiração que leva Rod Chase cada vez mais a se concentrar e aprofundar nas pesquisas para a realização de cada obra. Além de uma busca minuciosa por representar aquilo que faz da maneira mais original, utiliza todos os recursos possíveis que a tecnologia pode oferecer para concluir seu trabalho com a maior competência. O resultado, são obras que provocam um verdadeiro nó no sentido de qualquer artista.
Os detalhes da obra acima, mostrados abaixo, confirmam tudo que foi dito sobre ele:







sábado, 22 de outubro de 2011

ISABEL GUERRA

ISABEL GUERRA - Saciará sua grande sede sempre sentida?
Óleo sobre tela

A reclusão e o distanciamento podem provocar reações absurdas em grande parte dos humanos. Há, porém, os que fazem dessa atividade um momento de aprimoramento e possibilidade de se conhecerem melhor. Isabel Guerra, pintora espanhola da cidade de Madri, sabe muito bem conviver com isso. Ela vive atualmente em clausura, no Monastério de Santa Lucía, da Ordem Cistercience, em Zaragoza. De três em três anos, expõe toda sua produção em Madri, executada nesses momentos de isolamento, os quais parecem lhe fazer muito bem.

ISABEL GUERRA - Matando a sede
Óleo sobre tela

ISABEL GUERRA - Jovem ao sol
Óleo sobre tela

Autodidata, iniciou-se nas artes ainda bem cedo, aos 12 anos de idade. Aos 23 iniciou-se na vida monástica, e desde esse período, o que se vê em suas obras é um constante louvor à vida e ao seu criador. Como ela mesma gosta de afirmar, “pintar e amar a Deus” se completam. A temática quase geral de suas obras gira em torno da figura humana, geralmente jovens e adolescentes em atitudes serenas e repousantes. Para ela, é na juventude que assimilamos toda a esperança. Ela também é uma exímia pintora de naturezas mortas e raramente executa paisagens.

ISABEL GUERRA - Descanso sobre o feno
Óleo sobre tela

ISABEL GUERRA - Com o coração na essência
Óleo sobre tela

Considerada uma das mais competentes hiperrealistas contemporâneas da Espanha, é uma acadêmica de honra da Real Academia de Belas Artes de San Luis e também acadêmica correspondente da Real Academia de Belas Artes e Ciências Históricas de Toledo. O uso singular da luz em suas composições lhe trouxe comparações com os trabalhos do holandês Vermeer.

ISABEL GUERRA - Paisagem de outono
Óleo sobre tela

Também é autora de livros. Toda sua produção, escritos e pinturas, são aguardados com ansiedade nas raras incursões públicas que realiza.

ISABEL GUERRA - Pintra
Óleo sobre tela

ISABEL GUERRA - Época de florada
Óleo sobre tela

A rotina de Isabel Guerra se baseia em: levanta às cinco da manhã. Depois de quatro horas de oração, às nove e meia, começa seu trabalho diário no ateliê de pintura. Certamente é a única atividade que a diferencia da rotina das demais religiosas do mosteiro, já que estas se dedicam na restauração de livros antigos. Esse aparente isolamento “sereno” ameniza as preocupações da vida terrena. Para Isabel, o mundo há que ter esperanças, sempre. Emenda dizendo que: “a beleza sendo possível, nem tudo está perdido”. Já se tornou uma artista respeitada em seu país, ainda mais se tratando de uma terra de grandes nomes, que vão desde El Greco, Velásquez, Goya, Picasso, Dali, Miró... Um mundo masculino que se rendeu aos seus trabalhos.

ISABEL GUERRA - De teu amor brota o mundo
Óleo sobre tela

ISABEL GUERRA - Em verdes prados me recostar
Óleo sobre tela

“Minhas telas buscam ser uma carta aberta aos homens e mulheres desse tempo, cujas tumultuosas águas, formam imponente cascata que cai sobre a base estremecida desse terceiro milênio... Oxalá possam ser cartas ditadas pelo Sol, que nasce lá no alto. Um carta claramente iluminada pela luz!”

(Isabel Guerra)

Isabel Guerra e sua obra:
Retrato de Luísa Fernanda Rudi

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

BARBARA EDIDIN

BARBARA EDIDIN - I remember april
Lápis sobre papel - 45,72 x 35,56


Não bastasse o resultado incrível do trabalho de Barbara Edidin, o que mais impressiona mesmo é com que técnica ela o realiza: lápis de cor. Para quem trabalha com arte, sabe o quanto parece ser restrito o uso desse meio. E, no entanto, esqueceram de dizer os limites a essa artista. O realismo que emana de suas composições é algo surpreendente.

BARBARA EDIDIN - Have and have nots
Lápis sobre papel - 78,74 x 48,26

Barbara gosta de frisar que seu trabalho é um elogio à abundância, no seu sentido mais opulento e rico. E o resultado acaba sempre bastante refinado e de extremo bom gosto. Ela cria composições hisperrealistas de naturezas mortas com tanta desenvoltura, que a primeira observada nos deixa sérias dúvidas sobre a utilização de sua técnica.

BARBARA EDIDIN - Plain and simple
Lápis sobre papel - 66 x 45,72

Nascida em Chicago, Estados Unidos, em 1952, formou-se pelas Universidades do Norte do Arizona e do Estado do Arizona, além de passar pelo Edidin Kansas City Art Institute.
Como ela gosta de afirmar, “seus temas são humildes”, porém realizados com tanta maestria técnica, que se tornam absolutamente complexos. À primeira vista nos parecem até algo abstrato, depois, os olhos vão identificando nitidamente as formas, e ao final de algum tempo é impossível não se perguntar como se fez aquele trabalho. A intenção dela é exatamente essa, criar uma ponte direta da abstração com o realismo na sua forma mais apurada. Obviamente a técnica é um ponto determinante em seu trabalho, mas para ela, muito mais que ser reconhecida pelo domínio técnico de seu trabalho, é que as pessoas possam reconhecer neles as suas manifestações interiores mais puras.

BARBARA EDIDIN - Sweet William
Lápis sobre papel - 58,42 x 40,64

Evidentemente que cada obra leva um bom tempo em sua execução, mas, o resultado já lhe rendeu premiações em diversas partes do mundo e o respeito mais que merecido, num setor que é predominantemente masculino, o artístico. Não só as flores recebem veracidade na representação de suas texturas e efeitos, mas também toda prataria, vidros, tecidos e todo tipo de superfície ali contida.

BARBARA EDIDIN - Strawberries and cream
Lápis sobre papel - 88,9 x 58,42

“Seus trabalhos são uma janela para um mundo de profunda exuberância e uma visão de abundância”.

BARBARA EDIDIN - Windfall
Lápis sobre papel - 85 x 71,12


Para saber mais


domingo, 10 de julho de 2011

GIANNI FARIA

Gianni Faria


Plínio, ainda na Grécia antiga, já narrava em seus escritos sobre um acessório, e ao que tudo indica, ser algo como uma variação rudimentar do que conhecemos hoje como o lápis. Durante os períodos dourados da Revolução Industrial, as minas inglesas de carvão vieram a fornecer ao mundo, o grafite mais parecido com o que utilizamos até hoje. O correr dos anos fez o lápis evoluir em diversas formas, aplicações e técnicas diversas.
Orientar toda a sua produção artística, pautada pela utilização do lápis como o meio mais apropriado para manifestar a arte, não é um caminho para qualquer um. A aparente simplicidade esconde o que verdadeiramente existe nesse instrumento: um meio rico e com infinitas possibilidades. Este caminho é perseguido por muitos, mas bem trilhado por poucos. Foi um maior aprofundamento no uso do lápis, que me levou a conhecer, pela rede, o trabalho excepcional do artista Gianni Faria, incontestavelmente um grande nome do desenho que se revela no Brasil.

GIANNI FARIA
Na sombra de uma lágrima
Lápis sobre papel

Gianni nasceu em Viçosa, Minas Gerais, mas cedo, ainda com 5 anos de idade, mudou-se com a família para o interior paulista. Passaram por várias cidades, até fixarem morada em Taubaté, conhecida cidade do Vale do Paraíba. Sua história inicial não é diferente de muitas, de vários artistas mundo afora. Sempre foi aquele garoto que ilustrava todos os trabalhos do colégio, quase se prejudicando algumas vezes por isso. O que parecia algo enfadonho para aquela época, foram os primeiros exercícios para um belo caminho que se abria.
Mesmo que da adolescência até os 26 anos de idade, tivesse produzido muito pouco, ou quase nada, ainda assim fez progressos técnicos no pouco que realizava. A arte só se fez mais presente em sua vida, por uma necessidade psicológica, uma terapia que o auxiliou na superação de momentos difíceis de uma patologia. Ricardo Montenegro, conhecido artista de Taubaté, foi o primeiro mestre.

GIANNI FARIA
Sean Connery
Lápis sobre painel

Influências e referências, vieram mesmo de outro artista, de nome Ivan Silva, um andarilho que morava em um canto na área central da cidade. O minúsculo espaço onde morava, era o improvisado ateliê onde lecionava o que sabia, a troco de praticamente nada mais que sua subsistência. Essas aulas muito auxiliaram o Gianni em sua evolução. O curso foi interrompido, porém, quando o Ivan simplesmente desapareceu, deixando para trás seu local de morada e tudo ali que lhe pertencia. Ainda não há notícias suas.
Várias outras atividades completaram a base de sua pesquisa artística. Alguns cursos técnicos, modelagem, xilogravura, pastel e cursos de História da Arte. Mas, é com o desenho a lápis, que se realiza como artista.

GIANNI FARIA
Amargos anos
Lápis sobre papel

A expressão humana é explorada em todos os seus ângulos, no trabalho de Gianni. O tratamento sóbrio, e às vezes quase melancólico, proporcionado pelo grafite, permite captar o que está atrás de cada rosto, a lida sofrida do dia a dia, a solidão que condena um olhar tristonho, ou a pureza ingênua da alma de uma criança. O “expressionismo monocromático”, que ele mesmo afirma, tem influência direta de ilustradores de gibis, sendo destacado em nomes como Armin Mersmann, Boris Valeijo e Frank Frazetta, célebre ilustrador da série Conan.
Antenado com os movimentos contemporâneos da arte, Gianni não se deixa iludir por uma arte fácil, muito comum à artistas atuais, que se utilizam demasiadamente da narrativa e do conceito, para mascarar deficiências técnicas e de criação. Muito pelo contrário, busca na técnica mais pura e simples do grafite, expressar todos os seus sentimentos e valores. São eles, a busca incansável que, como ele próprio conclui, nunca deveriam ser abandonados por todos aqueles que encontram na arte, um seguro refúgio para se fazer morada.

GIANNI FARIA
Sorriso encantado
Lápis sobre papel

Segue abaixo, passo a passo
com um de seus trabalhos:


 
Fase 1

Fase 2

Fase 3

Fase 4

Fase 5

Fase 6

Fase 7

Fase 8

GIANNI FARIA
Cidadão de papelão
Lápis sobre papel

PARA SABER MAIS: