RUBENS SANTORO - O Grande Canal em Veneza - Óleo sobre tela
RUBENS SANTORO - Capri, Itália - Óleo sobre tela - 44,3 x 63
Um dos termômetros de que se abre uma boa caminhada pelo
mundo dos artes, é quando o trabalho de um iniciante é adquirido por outro
artista consagrado, como é o que aconteceu com Rubens Santoro, logo com a
apresentação de A menina rindo, obra adquirida
por ninguém menos que Domenico Morelli, uma das figuras mais notórias da cena
artística de seu período, um pintor muito respeitado, formado pela Academia Real
de Belas Artes de Nápoles. O cartão de visitas muito bem feito por Morelli,
também foi decisivo para que Santoro logo se entrosasse com outros influentes
artistas da época. Antônio Mancini, com quem teve uma estreita amizade, foi
quem lhe apresentou o importante pintor espanhol Mariano Fortuny, em 1877, quem
lhe traria uma grande colaboração e influência. Um outro artista muito
influente da época, Jules-Adolphe Goupil, viria a adquirir outras importantes
telas suas, com cenas tomadas de praças em Nápoles.
RUBENS SANTORO - Santa Maria del Rosario - Óleo sobre tela - 29 x 39,5
RUBENS SANTORO - Mulheres ao lado de um canal veneziano
Óleo sobre tela - 39,5 x 30
RUBENS SANTORO - Gondoleiros em frente ao Palazzo Cavalli-Franchetti
Óleo sobre tela - 51 x 37
Necessariamente como acontecia com todo artista de sua época,
que desejava refinar o conhecimento artístico, logo que conclui o curso da Academia
de Nápoles, Santoro parte para Paris, em 1880. A estadia na cidade-luz
refina bastante sua pintura, principalmente o seu colorido. Logo é um artista
cobiçado por colecionadores de Londres e principalmente de Paris. Pouco tempo
depois, faz aquilo que era o seu maior sonho, desde que deixara a Itália para
estudar na França: regressar à Veneza e lá se tornar um morador e artista
ativo. Instala sua moradia e ateliê no Grande Canal de Veneza, local que
eternizaria em diversas obras e que fariam dele uma marca registrada. Santoro é
o grande poeta das cores de Veneza, soube como ninguém, interpretar suas
diversas nuances, climas e atmosferas, sempre com uma luz intensa e efeitos
nunca mais conseguidos por nenhum outro artista. Ele não morava simplesmente na
cidade, ele a vivia e a sentia como nenhum outro. Também viajou por diversas
regiões do sul da Europa, mas encontrava maior inspiração mesmo em território
italiano, dedicando grande parte de sua produção às cenas de Nápoles, Turim e
Roma, além de Veneza, é claro.
RUBENS SANTORO - Canal de Veneza - Óleo sobre tela - 41 x 32,5
RUBENS SANTORO - Santa Maria della Visitacione e Santa Maria del Rosario
Óleo sobre tela
RUBENS SANTORO - Gôndola em um canal de Veneza - Óleo sobre tela - 44,5 x 27
Dedicado ao extremo, também se especializou na pintura de
retratos, que lhe permitiu viver uma vida mais reclusa nos últimos anos de
carreira. Foi o pintor preferido de muitos governantes da época, inclusive do
rei Vittorio Emanuele III, que o nomeou Grande Oficial da Coroa da Itália.
Nasceu em Mangrassano, em 1859 e faleceu em Nápoles, em
janeiro de 1942.
RUBENS SANTORO - Uma sesta a luz do sol - Óleo sobre tela - 35,5 x 61,9 - 1878
RUBENS SANTORO
Um canal veneziano com a Scuola di San Marco e Campo San Giovanni e Paolo
Óleo sobre tela - 48 x 37
RUBENS SANTORO - Tecelãs em Nápoles - Óleo sobre tela - 67,5 x 54,1 - 1878








