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domingo, 26 de outubro de 2014

LAÇOS DE FAMÍLIA

EDUARDO BORGES DE ARAÚJO - Paisagem com o Piracicaba - Óleo sobre tela

MARCELO ROMANI BORGES - Paisagem com queda dágua - Acrílica sobre tela

Poderia começar essa matéria pelo caminho mais lógico, que é o envolvimento dos dois artistas aqui representados com o movimento da pintura ao ar livre em Piracicaba, no estado de São Paulo. Mas, o movimento plein air daquela cidade é tão rico que decidi deixa-lo para a próxima matéria, que virá logo na sequência dessa. Retornemos então aos nossos personagens dessa narrativa, que já se tornaram um trecho da história da pintura na cidade de Piracicaba. Conheci Eduardo Borges de Araújo e Marcelo Romani Borges nas passagens que fiz por Piracicaba e se mostraram figuras únicas. Impossível não lembrar do lado aguerrido de Eduardo Borges e sua dedicação e envolvimento com a pinacoteca, bem como a disposição insaciável por produzir, do filho Marcelo Romani.

Eduardo Borges de Araújo

Marcelo Romani Borges

Aqui, pelos lados de Minas, há um ditado que diz que “filho de peixe nasce nadando”, e outro ainda que “tal pai, tal filho”. A trajetória artística de Eduardo Borges de Araújo e Marcelo Romani Borges ilustra muito bem a força e coerência desses ditos populares. Eduardo Borges (o pai) foi certamente a primeira referência para Marcelo Romani (o filho). Desde cedo, o pequeno Marcelo já acompanhava o pai nas andanças para pintura ao ar livre, que foi uma atividade sempre constante na produção artística da cidade paulista de Piracicaba. O que era só uma diversão nos finais de semana tomou força, mais tarde, para que desenvolvesse na família uma tradição que sempre aconteceu em vários momentos da história da arte: o filho seguir as trilhas do pai, mesmo que em algum momento cada um decida pelo seu próprio estilo e caminho.

EDUARDO BORGES DE ARAÚJO - Paisagem
Óleo sobre tela

MARCELO ROMANI BORGES - Florada do Famboyant
Acrílica sobre tela - 50 x 70

Eduardo Borges de Araújo nasceu em São Paulo, no ano de 1953. Muito cedo, ganhou gosto pelo desenho e logo aos 9 anos, incentivado pela sua mãe, ganhou tintas, telas e cavalete. Aos 11 anos, participou do 1º Salão Piracicabano de Arte Infantil, do qual já saiu com uma premiação. À partir de 1975, já cursando Agronomia pela ESALQ, frequentou aulas de composição e pintura com Archimedes Dutra, atividade que desenvolveria pelos próximos 3 anos, sempre aos sábados. A profissão de Engenheiro Agrônomo o levaria para o Paraná, em 1978, para Goiás, em 1985 e para Minas Gerais, em 1988. Pintava com regularidade nesse período, nunca perdendo principalmente o contato com a pintura ao ar livre.

EDUARDO BORGES DE ARAÚJO - Casarão - Óleo sobre tela

Foi em Varginha, em Minas Gerais, que Eduardo Borges realizou sua primeira exposição individual, no ano de 1991. Retornando para Piracicaba, no ano de 1992, passa a frequentar desenho no atelier de Álvaro de Bautista, na cidade de Campinas e nos anos de 1995 e 1996, estuda também no Instituto de Artes da UNICAMP. É coerente dizer que a influência para a sua pintura tenha vindo inicialmente de todos os seus mestres de início e que, mais tarde, através de muitas pesquisas, essa influência tenha ganhado outras proporções.

EDUARDO BORGES DE ARAÚJO - Velho galpão
Óleo sobre tela

MARCELO ROMANI BORGES - Cachoeira
Acrílica sobre tela

Marcelo Romani Borges nasceu no ano de 1972, na cidade de Piracicaba. É inevitável que sua carreira artística se funda naturalmente com a de seu pai, até porque ele nunca cursou nenhuma escola específica de artes, ficando a aprendizagem artística a cargo da sua curiosidade nata e dos bons convívios com nomes como Renato Wagner, Pacheco Ferraz, Manoel Martho, Arquimedes Dutra e o próprio pai, Eduardo Borges. A saída para seções ao ar livre, praticada por esses seus inspiradores, foi certamente o fator de maior motivação para a sua iniciação no meio artístico.

MARCELO ROMANI BORGES - Estrada - Acrílica sobre tela - 110 x 160

Proprietário de uma empresa na cidade de Piracicaba, Marcelo Romani também vive de sua produção artística, vendendo trabalhos e repassando seus aprendizados em cursos ocasionais. É um pesquisador dedicado, que se esforça para melhoramentos principalmente dentro da temática impressionista, assumidamente o seu estilo predileto. O óleo e a acrílica são usados como meios principais para a pintura que realiza, quase sempre com pincéis e espátulas. O artista é um defensor confesso da prática de pintura ao ar livre, método que assegura uma melhor atmosfera desejada para os seus trabalhos.

EDUARDO BORGES DE ARAÚJO - Ancoradouro
Óleo sobre tela

MARCELO ROMANI BORGES - Ouro Preto
Óleo sobre tela - 2011

Eu não poderia deixar de citar sobre os salões de arte em nossa conversa, uma vez que os dois artistas tem estreita relação com o Salão de Belas Artes de Piracicaba, notadamente um dos mais tradicionais e respeitados do cenário brasileiro. Essa é a fala de Eduardo Borges, presidente da Pinacoteca Miguel Dutra, que promove o Salão de Belas Artes de Piracicaba: “A maioria dos artistas ditos consagrados no cenário brasileiro não mais participa dos Salões de Arte, ora porque tais eventos invariavelmente são de ordem onde há competição (ver regulamento de diversos salões), bem como também são eventos realizados “politicamente” pelas instituições oficiais municipais, que na maioria das vezes englobam linguagens diversas e descaracterizam os objetivos dos Salões de outrora".

EDUARDO BORGES DE ARAÚJO - Terreiro de fazenda
Óleo sobre tela

MARCELO ROMANI BORGES - Estrada na primavera
Acrílica sobre tela

Continua Eduardo: "Um salão deverá ter uma IDENTIDADE PRÓPRIA, com linguagem bem definida, seja ela qual for (NAIF, CONTEMPORÂNEA, MODERNA, VISUAL, FIGURATIVA ACADÊMICA, ETC). Portanto, um Salão deverá ser individual e assim poder contemplar obras de bons artistas naquela modalidade. É o que tentamos fazer aqui em Piracicaba. Embora tenhamos nesses salões artistas em diferentes estágios nesse processo de evolução, serão suas obras as inscritas e não o nome do autor. As obras serão candidatas à serem selecionadas ou não, e sendo elas de bom a ótimo nível, poderão concorrer à uma eventual premiação. Portanto, deverá ser importante também a Comissão de Seleção e Premiação, o que dará ao evento credibilidade no meio artístico. Não é fácil! Muita responsabilidade!
Vejo um Salão de Artes como a oportunidade de Artistas mostrarem suas obras, seu trabalho, seu percurso nas artes, divulgando-as pelo país afora, e também o de poder conhecer os demais participantes e a ARTE que realizam.
O fato de salões terem ou não premiação é importante para talvez atrair os artistas, mas não totalmente relevante para a realização do Salão. Seria muito bom que a produção artística fosse totalmente independente da participação em Salões, e sim para a satisfação própria do artista.  ARTE pela Arte, e o restante será consequência do trabalho executado. Assim será o mérito da obra, por consequência também para seu autor. No entanto, deverá ter consciência de que ao participar de um Salão, estará aceitando seguir o regulamento do mesmo”. Marcelo Romani conclui essas observações sobre os salões, afirmando que: “o nível dos salões tende sempre a melhorar, principalmente se forem atraídos para eles mais artistas envolvidos com a pintura ao ar livre”.

EDUARDO BORGES DE ARAÚJO - Beira do Piracicaba
Óleo sobre tela

MARCELO ROMANI BORGES - Natureza-morta
Acrílica sobre tela

Gostaria de terminar essa matéria, ainda citando palavras do Eduardo, quando o indaguei a respeito do atual cenário artístico nacional e sobre suas expectativas em relação a ele: “Vejo a arte como um processo que está sempre em evolução, em suas múltiplas linguagens. Particularmente, a arte figurativa em que denominamos Acadêmica (mas que não concordo com este nome), e incluindo todos os ISMOS, pois a poética é de cada artista individualmente, e depende exclusivamente de muitos estudos para seu aprimoramento. O artista deve buscar conforme seus objetivos dentro desse contexto, a maior especialização possível. Só depende dele para encontrar-se e do que busca para si e suas obras, dentro do cenário artístico (regional ou nacional).
Encontramos pois, um cenário amplo onde artistas estão constantemente em processo de aprendizagem. Muitos estão no início, outros já conseguem galgar nível melhor, e outros mais conseguem prestígio e reconhecimento pelo trabalho que executam. Tivemos gerações geniais de grandes artistas com expressão internacional e ainda os temos espalhados por todo o Brasil. No entanto, vejo-os por vezes até isolados regionalmente, ou bem pouco dispostos à participarem em eventos coletivos”.

MARCELO ROMANI BORGES - Ruínas - Acrílica sobre tela

Creio que sejam mais coletivas essas expectativas do Eduardo. Felizmente, há uma corrente crescente da arte realista figurativa (de plein air ou não).

Espero que a arte possa sempre ter exemplos como o da família Borges e que esses inspirem muitas gerações.

PARA SABER MAIS:





sexta-feira, 13 de setembro de 2013

ARTE REALISTA E O INTERIOR DE SÃO PAULO

Jardim em torno do Museu da ESALQ, Piracicaba/SP.

Museu da ESALQ, Piracicaba/SP.

O convite feito pelo artista Ernandes Silva, para expor no Museu da ESALQ, em Piracicaba/SP, juntamente com outros artistas amigos, foi o motivo mais que tentador para que eu pudesse fazer o que desejava já fazia tempos: conhecer um pouco da vasta safra de artistas realistas que se localizam no interior do estado de São Paulo. Essa oportunidade de estar próximo daqueles que sempre foram gratas referências e parceiros de uma mesma proposta e temática não poderia passar em vão.









José Rosário, Rodrigo Zaniboni e Ernandes Silva.

Com o amigo Waiderson Liberato.

Com Douglas Okada e sua esposa Raquel.

José Rosário, Douglas Okada, Rodrigo Zaniboni e Ernandes Silva.

Artistas que participam da mostra NOVOS OLHARES: Douglas Okada, Eduardo Borges de Araújo, Ernandes Silva, José Rosário, Juliana Limeira, Rodrigo Zaniboni e Vinícius Silva. Alguns dos artistas que estão participando da mostra já eram conhecidos de oportunidades anteriores, mas, a maioria ainda me era contato apenas por aqui. O amigo Waiderson Liberato, grande incentivador da arte como só ele, também por lá esteve dando a honra de sua presença! Além de conhecer novos artistas daquela cidade, havia também a possibilidade de ir a outras cidades e encontrar muitos outros companheiros de caminhada. E assim aconteceu!


Artistas presentes na sessão de pintura ao ar livre, realizada nos jardins da ESALQ, Piracicaba/SP:
Alzira Ballestero, Douglas Okada, Eduardo Borges, Gracia Nepomuceno, Guida Aversa, João Ovídio Caravita, José Rosário, Laura Pezzoto, Leda Senatori, Liliana Menegali, Luísa Libardi, Marcelo Romani Borges, Marcos Sabbadin, Renata Andia Amalfi, Rodrigo Zaniboni, Sonia Piedade e Vera Gutierrez.





O museu localizado na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” é uma construção fantástica, situado num espaço ainda mais fantástico. Abriga uma coleção valiosa de peças que conta a história de todas as conquistas já feitas até aqui pelo setor agrícola do país. No entorno do museu, uma grande área verde abriga diversas espécies vegetais de diversas regiões do país. Foi exatamente nessa grande área verde, que passamos uma manhã inteira em uma sessão de plein air. Estiveram conosco os “Caipiras do Prené”, como gostam de ser chamados vários componentes de um grande movimento que começa a ganhar força na região. Gente fantástica, acolhedora e com os olhos focados naquilo que a arte nos proporciona de melhor: a oportunidade de nos tornarmos melhores seres humanos, pelo convívio com aqueles que dividem nossos mesmos objetivos. Impossível deixar de citar a acolhida feita naquele dia por Marcelo Romani Borges, um dos primeiros que por lá chegou. Ficaria ali muitas outras sessões, não fossem os compromissos de uma agenda cheia, organizada pelo Ernandes e Rodrigo Zaniboni. Aquele final de semana estava apenas começando!



domingo, 18 de agosto de 2013

NOVOS OLHARES

Museu e Centro de Ciências, Educação e Artes "Luiz de Queiroz" 
ESALQ - Piracicaba, São Paulo

O mundo caminha numa velocidade incrível, estimulado por tecnologias que facilitam e resumem tudo. No afã de acompanhar os sinais do tempo, a arte também mudou sua face. São exploradas as mais diversas técnicas, mídias e expressões. O homem é o foco principal disso tudo, seja em seu ambiente urbano ou nos afazeres de seu cotidiano, tentando se entender e se analisando dentro das neuroses que ele mesmo cria e dos desafios que ele mesmo se propõe.
Concomitante a isso tudo que acontece na arte, muitos artistas ainda buscam inspiração em mestres passados e traduzem para o hoje a linguagem de seu tempo. As referências clássicas orientam no sentido de melhor observar o que está a sua volta e reinterpretá-las para a nova realidade em que se vive. Essa é a principal proposta que também pratica esse grupo de artistas, que ora vem apresentar a exposição NOVOS OLHARES. Uma visão do que é desse tempo, falando e mostrando o que é de hoje, mas sem esquecer os caminhos de grandes mestres que orientaram todos os movimentos até aqui. É possível ver nitidamente em suas expressões, forte influência impressionista, naturalista e realista, traduzida numa linguagem bem atual e que inaugura um novo realismo.


São artistas ainda iniciantes de uma jornada, mas que já trazem certa experiência no convívio com essa nova tendência, inspirados por grandes nomes da arte americana e europeia. Também são de regiões distintas do país, de modo que suas abrangências narrativas variam e tornam possível um diálogo em escala maior. Falam do homem e de seu tempo, do ambiente em que ele vive e de todas as coisas que ele produz e o ajuda a caminhar. Exploram técnicas variadas e apontam novas propostas de como fazer e visitar velhos temas. Estão por aí, vendo as mesmas coisas, mas com novos olhares.
Douglas Okada, Eduardo Borges de Araújo, Ernandes Silva, José Rosário, Juliana Limeira, Rodrigo Zaniboni e Vinícius Silva já vem explorando e mostrando os resultados dessas suas novas experiências. Os caminhos vão estreitando o convívio do grupo e afinando o diálogo cada vez mais presente em suas propostas. Parecem estar à procura de uma sintonia que os equilibra e os ajuda a caminhar com mais força e unidade.


A proposta da exposição NOVOS OLHARES para o espaço cedido no Museu e Centro de Ciências, Educação e Artes da ESALQ (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz") é apresentar os trabalhos produzidos por esses 7 artistas, dentro da tendência do novo realismo que eles vem desenvolvendo nos últimos tempos. Com temática livre e também liberdade técnica, cada artista trará as novas visões inspiradas na realidade de cada um. A exposição terá abertura no dia 6 de setembro de 2013 e poderá ser visitada até o dia 27 de setembro do mesmo mês. Para os dias 7 e 8, está programada uma seção de pintura ao ar livre com os artistas participantes, nas dependências da ESALQ.

UM PEQUENO RESUMO SOBRE CADA ARTISTA:

DOUGLAS OKADA - No sítio pela manhã - Óleo sobre tela - 40 x 50

Douglas Okada:
Paulista, da cidade de Araraquara, mas morando atualmente em Jaboticabal, Douglas Okada começou bem cedo, orientando-se pelo desejo nato de desenhar incessantemente. Foi polindo o dom com orientações muito bem conduzidas e trilhando pelos caminhos dos mestres do passado que tanto admirou. Já coleciona uma extensa lista de prêmios em várias participações em diversos salões. Buscar a “essência das coisas”, essa é sua maior meta.

EDUARDO BORGES - Beira de rio - Óleo sobre tela

Eduardo Borges de Araújo:
Aluno formado pela ESALQ, Eduardo Borges é o artista do grupo que está no ramo há mais tempo. Lembra principalmente dos ensinamentos que obteve com Archimedes Dutra, pintando exatamente nas dependências da ESALQ. Atualmente é diretor da Pinacoteca de Piracicaba e divide o tempo com experimentos que vem fazendo dentro da sua nova proposta realista, principalmente explorando um pouco mais a pintura em plein air.

ERNANDES SILVA - Estudo com animais - Óleo sobre tela - 30 x 40 - 2013

Ernandes Silva:
Ernandes nasceu em Palmares/PE e por lá começou os primeiros estudos na arte. Foi em São Paulo, que poliu sua técnica e encontrou grandes referências para sua proposta. Dedicação e disciplina técnica são palavras de ordem na carreira desse jovem artista, um fã inveterado dos estudos ao ar livre. Novas parcerias artísticas tem lhe proporcionado um envolvimento ainda maior com a arte.

JOSÉ ROSÁRIO - Pegando água, Jequitinhonha - Óleo sobre tela - 40 x 60 - 2013

José Rosário:
Único mineiro do grupo, José Rosário explora principalmente em sua obra o cotidiano de sua terra natal, a cidade de Dionísio. Admirador confesso de mestres paisagistas brasileiros, vem agregando novas experiências à sua tradicional referência temática. Também desenvolve uma página virtual, onde divulga constantemente seus trabalhos e de seus amigos artistas.

JULIANA LIMEIRA - Sonho de primavera - Óleo sobre tela - 40,7 x 30,6

Juliana Limeira:
Natural de Brasília/DF, Juliana vai buscar inspiração para sua produção nos mestres do Realismo americano, onde assimilou não só a técnica, mas principalmente o gosto pelo trabalho realizado no local. Formada em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília, é uma das artistas brasileiras mais envolvidas com a proposta do resgate a um realismo voltado às origens clássicas.

RODRIGO ZANIBONI - A Canção de Joanna - Óleo sobre tela - 50 x 40 - 2013

Rodrigo Zaniboni:
Rodrigo Zaniboni mora numa das regiões mais prolíficas da arte realista brasileira na atualidade, a cidade de Catanduva/SP. Há uma influência impressionista latente em sua obra e uma constante inspiração nos anos de infância, trazendo para sua temática muitas referências dessa fase para a sua produção. Atualmente, o exercício ao ar livre tem sido largamente explorado em seus novos trabalhos.

VINÍCIUS SILVA - No alto do Japi - Óleo sobre tela - 80 x 100

Vinícius Silva:
Natural de São Paulo, mas morando atualmente no cerrado mineiro, Vinícius considera-se praticamente em casa. A natureza intocada dos grandes espaços mineiros é a busca que mais o impulsiona. O artista tem uma atração declarada pelas paisagens selvagens de reservas e faz do exercício ao ar livre uma atividade constante. Referências do passado e técnicas arrojadas do presente são suas orientações principais.