VILMA NÖEL - Marília
Vilma Nöel é mineira de Diamantina e logo nos primeiros anos de vida veio morar em Dionísio, sendo por isso, considerada quase filha daqui. No acolhimento interiorano da cidade, cresceu no convívio dos que estão sempre perto, família, parentes, amigos... Mas, as montanhas da cidade são próximas demais, e o horizonte parece ser bem maior além delas. Belo Horizonte, depois Rio de Janeiro, mais adiante Berlim e finalmente Nova York... Ficou sem fronteiras o mundo dela. Com saudades das origens, o Vale do Aço lhe tornou o abrigo mais recente. Para não causar nenhum estranhamento, Minas é a pátria declarada de Vilma: “Sou de Minas!”, e isso basta.
VILMA NÖEL - Ninja
A relação com a Arte é uma atividade que já se tornou parte de sua essência, e vem de bem cedo, ainda na infância. Os primeiros contatos já indicavam que seria uma parceria duradoura e que para ela, Vilma, é a própria extensão de sua alma. É no fazer e conviver com a Arte, que ela expressa toda a relação que possui com a religião, política, ecologia, cidadania e dos quais busca todos os elementos de sua criatividade.
VILMA NÖEL - Pássaro de fogo
Artista mais que consagrada na Escultura Brasileira, ela também pinta, faz gravuras e é designer de jóias. O Surrealismo é, desde muito tempo, o estilo que adotou. A veia inicial acadêmica, como é o necessário e quase lógico para se dominar conceitos e técnicas, foi dando espaço, progressivamente, a uma veia surrealista latente. O estilo impregnou com tamanha naturalidade em Vilma, que o primeiro lançar de olhos em uma de suas obras, nos remete imediatamente às mãos que as criaram.
VILMA NÖEL - L'Espace
Há nos trabalhos de Vilma uma leveza e pureza das linhas, que suas obras, quase sempre em aço ou bronze, não parecem, em nenhum momento, conter o peso específico de seus materiais. Parecem voar, presas à realidade por bases que subvertem diversas vezes, a Lei da Gravidade. Leves, sensuais e provocadoramente femininas.
VILMA NÖEL - Magique
Formada pela Escola Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro, onde aliás fez a primeira exposição, Vilma tem percorrido o mundo com suas obras. Dos primeiros passos, dados em solo estrangeiro na Galeria Ostendorf, em Münster, na Alemanha em 1981, um suceder constante de outras exposições aconteceram. Especial atenção para a Galeria Licorne, em Canes, na França, também no ano de 1981. Veio em seguir, a Galeria II Cenacolo, em Florença, Itália, em 1983; Museu Nacional de Lusaka, no Zâmbia; Galeria Meisner, em Nova York, Estados Unidos, em 1992... E uma extensa lista de outras exposições individuais e mais extensa ainda de coletivas. Constam também em seu currículo, diversas esculturas em locais públicos e inúmeras obras em coleções privadas.
VILMA NÖEL - São Sebastião
Ao fundo, Matriz de São Sebastião de Dionísio,
com adornos e fachada em novos projetos.
Aqui em Dionísio, há duas peças dela na praça principal, com especial atenção para São Sebastião (padroeiro da cidade), modelado em concreto. A igreja matriz recebeu, recentemente, uma reforma e remodelagem de estilo, com adornos e projetos elaborados por Vilma. Uma imagem de Jesus ressuscitado também compõe o altar principal no interior da igreja.
VILMA NÖEL - Sinergia
Escultura símbolo do Vale do Aço. Alegoria representando
a união dos três maiores municípios da região:
Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo.
Os meios utilizados como o veículo de seu trabalho são os mais variados possíveis: aço, bronze, concreto, aquarela, óleo, pedrarias... Filha de várias pátrias, é normal entender que sua expressão artística se manifestasse pelos mais diversos caminhos. Uma filha do mundo, com raízes mineiras.
Da esquerda para a direita:
José Rosário, Ivete Freitas, Vilma Nöel, Expedito Drumond e Marília.
Evento na Igreja São Sebastião, em Dionísio.
PARA SABER MAIS:






