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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Exposição ENTRE AMIGOS




No primeiro semestre de 2018, a convite de Luciana Pena, professora de artes do segundo grau, na Escola Estadual José Martins Drumond, em Dionísio, fiz uma série de três palestras sobre o tema Arte, para jovens do segundo e terceiro anos de segundo grau. Tais palestras despertaram o interesse por desenho em alguns dos alunos, e o resultado foi uma espécie de teste de aptidão aplicado nas turmas, para detectar possíveis alunos aptos para começar um curso de desenho e pintura. Cinco alunos foram inicialmente escolhidos (Aislan Pena, Antônio Dias, Darlone Lopes, Gerson Camilo e Mateus Henrique) e mais dois alunos completaram as duas turmas formadas (Marcione Félix e Saimon Douglas).


Primeiros contatos na Escola Estadual José Martins Drumond.

Primeiras aulas...

Exercícios em plein air.

Esse já era um projeto que eu tinha em mente, há anos, e as coisas acabaram fluindo mais naturalmente do que se esperava. O desejo de repassar algo que tenho aprendido durante todos esses anos está na importância que dou de resgatar valores artísticos em nossa cidade e despertar em outras pessoas, principalmente nos jovens, a oportunidade de uma nova vida. Foi uma atividade voluntária, uma vez que grande parte da falta de acesso a atividades artísticas está principalmente na dificuldade material. Também por isso, ficou a impossibilidade de fazer um curso mais abrangente, não só pelo tempo dispendido com as aulas, mas também por recursos materiais limitados.


Estudo de natureza-morta com arranjos.

Aulas noturnas.

Os primeiros contatos com a pintura.

Participação na Exposição OLHARES DIVERSOS, na Fundação Aperam Acesita, em Timóteo, MG.


As aulas foram ministradas uma vez a cada semana, divididas em duas turmas. Os alunos receberam material para execução das atividades e dois parceiros foram solidários nesse momento (Sinésio Crispim e Darcy Gasparetto), que doaram lápis de cor especiais e papéis próprios para a atividade. A eles, nosso muito obrigado, sempre. Também receberam acesso a livros para pesquisa, material didático necessário para complementar os estudos e imagens referenciais para a execução das atividades. Essas imagens, sempre impressas a cores ou preto e branco, dependendo da necessidade da referência.


Marcione Félix - Lápis sobre papel

Darlone Lopes - Lápis sobre papel

Aislan Pena - Lápis de cor sobre papel

Gerson Camilo - Lápis de cor sobre papel

Antônio Dias - Caneta esferográfica sobre papel

Saimon Douglas - Lápis de cor sobre papel

Mateus Henrique - Lápis sobre papel

O curso teve como prioridade o desenho, principalmente os fundamentos dele, tais como ênfase no estudo de perspectiva, composição e enquadramento, volumes e tons, e cores. As primeiras atividades eram conduzidas dentro de exercícios pré-estabelecidos, que melhor atendessem a expectativa de resultados para aquele momento. Atividades que iam desde a observação ao vivo, de objetos, até o uso de imagens impressas ou virtuais, para o desenvolvimento da atividade. As técnicas se concentraram no grafite, lápis de cor, carvão e tinta a óleo. A partir de certo tempo, com os jovens já familiarizados com o uso das técnicas, cada qual já tinha plena liberdade de escolher sua temática e melhor trabalhá-la.






Depois de mais de um ano de atividades no ateliê na Serra do Luar, foi realizada uma exposição (dias 11 e 12 outubro de 2019) que tinha como prioridade apresentar os trabalhos dos jovens artistas de Dionísio à comunidade. Tal exposição, intitulada ENTRE AMIGOS, foi uma promoção complementar para a Festa de Nossa Senhora do Rosário, tradição anual da cidade de Dionísio. Eles já haviam participado de uma exposição coletiva, na Fundação Aperam Acesita, no mês de agosto, onde os trabalhos foram muito bem aceitos e elogiados e estavam bastante motivados para a mostra de Dionísio.

Antônio Dias, Aislan Pena e Marcione Félix.


A exposição ENTRE AMIGOS contou com trabalhos de 7 alunos de Dionísio e também com obras de vários artistas do Brasil, pertencentes ao acervo de José Rosário. Foi realmente um momento único para os jovens artistas, uma vez que era o primeiro contato da cidade com os trabalhos deles. As escolas estadual e municipal de Dionísio enviaram diversas turmas para apreciar a exposição, uma decisão muito acertada, aliás. O público-alvo é exatamente as crianças e os jovens que formarão a próxima geração da cidade. Todos saíram da mostra com ótima impressão, e muitos estudantes se mostraram interessados em praticar desenho. Numa cidade onde a falta de opção para diversão e atividades extracurriculares é grande, a prática de desenho e pintura se mostraria como uma das melhores alternativas para desenvolver autoestima e promover o enriquecimento cultural, valorizando as raízes locais e desenvolvendo nos jovens o gosto pela sua terra. Num mundo cada vez mais ameaçado por opções degradantes como drogas e vícios, a arte se mostra como uma alternativa poderosa. A socialização é outro fator que não se pode desprezar nesse momento.




A exposição ENTRE AMIGOS marcou o encerramento das atividades de desenho e pintura com a turma desses 7 alunos. Fica o desejo que o projeto continue e descubra novos talentos em nossa cidade. Gostaria de agradecer a todos que puderam tirar um pouco de seu tempo para visitar a mostra e prestigiar os trabalhos desses jovens artistas. Pode parecer pouco, mas uma simples visita e palavras de incentivo é algo que eles precisam bastante nesse momento.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

UM ENCONTRO EM BAIXA VERDE

JOSÉ ROSÁRIO - Pracinha em Baixa Verde - Óleo sobre tela - 60 x 130 - 2006

Baixa Verde é um distrito do município de Dionísio, localizado a cerca de 18 km da sede. Um povoado pequeno, com não mais de 3 mil habitantes, que tem, como todas as localidades do Brasil, jovens e crianças em plena formação. A convite do Prof. Onier, morador daquela localidade, estive por lá nessa quarta-feira, dia 24 de setembro, para levar até eles um pouco daquilo que venho somando pelo caminho. Os alunos tiveram também a oportunidade de exibir alguns objetos de artesanato que já realizam nas aulas de Educação Artística e fizeram também a apresentação de números musicais. Oxalá se inicie uma parceria com a Escola Estadual Jacy Francisca Garcia, para formar um grupo de iniciantes em desenho e pintura por lá.


É um processo lento, mas que já se impulsiona com o que há de melhor nessa fase de qualquer iniciativa: a curiosidade. Esse primeiro contato visava exatamente isso, despertar neles o interesse pelas artes, num local onde raramente terão acesso a isso. Quantos dons e habilidades não são reprimidos nesses distantes locais de todo esse país?!

Fico na torcida para que a ideia dê bons frutos!






domingo, 19 de maio de 2013

CACHOEIRÃO: SEMPRE UMA NOVA INSPIRAÇÃO!

JOSÉ ROSÁRIO - Juliana Limeira pintando no Cachoeirão, Dionísio
Óleo sobre tela - 80 x 80 - 2013

Não me canso de representar o Cachoeirão em telas. Esse local já me proporcionou diversas imagens sob diversos ângulos. Não poderia de deixar de representá-la sob essa nova ótica, sendo captada por uma artista. É uma composição inédita que faço do lugar, e ao mesmo tempo uma homenagem a todos os artistas que se propõe a fazer uma representação da natureza sempre próximos dela.
Essa tela também fará parte da exposição OLHARES DIVERSOS, que acontecerá na Fundação Aperam Acesita, com abertura marcada para o dia 7 de junho.






Mas, infelizmente nem tudo é festa. Na última visita que fiz ao Cachoeirão, com o Rubens(São Paulo), a Sílvia(Belo Horizonte) e a Juliana(Belo Horizonte), que passaram por Dionísio na última semana, recolhemos uma quantidade enorme de lixo, que turistas deixaram em sua passada por lá. Como é um local privado, fica difícil a  sua manutenção. Fica aqui, então, uma dica para que todos que forem até lá, usufruírem de um dia de descanso, que levem um recipiente e tragam todo seu lixo que produzir. Com certeza, a natureza agradecerá!

Sílvia não desperdiçou a oportunidade de
um bom banho.

Rubens na coleta de lixo.

Lixo recolhido nas águas do Cachoeirão
em apenas uma única hora.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

POR DENTRO DE UMA OBRA - Wilson Vicente

WILSON VICENTE - Praça São Sebastião, Dionísio, cerca de 1970
Acrílica sobre tela - 50 x 80 - 2013

Casario foi o tema que primeiramente levou-me a conhecer os trabalhos do artista mineiro Wilson Vicente. Gostava muito da sua maneira peculiar de representar essa típica vida pacata mineira do passado. Já havia visto várias telas suas representando a cidade de São Domingos do Prata, Ouro Preto e Tiradentes, e passaram muitos anos até que viesse a ver, agora, uma tela sua representando a minha cidade natal em início da década de 70.
Wilson já soma uma carreira de mais de 45 anos, sempre representando com bastante fidelidade a vida mineira interiorana, seja presente ou do passado.



Dionísio teve uma vida agitada em início dos anos 70 e finais da década de 60, quando se gabava de ser um dos municípios brasileiros maiores produtores de carvão vegetal. Até uma rede teleférica, espécie de caçambas suspensas em cabos de aço, ligavam a cidade até a cidade de João Monlevade, cerca de 65 km de distância, levando a produção de carvão daqui. A cena pintada por Wilson retrata exatamente esse momento, com as grandes estruturas chegando à cidade. Elas eram um atrativo à parte, principalmente para as crianças.
Os anos se passaram, felizmente extrair o carvão não é mais nosso orgulho, assim como não parece ser em nenhuma parte do mundo, mesmo sendo feito por florestas remanejadas, como o eucalipto. O município ainda não conseguiu se recuperar da grande lacuna deixada pelo término da produção carvoeira. A economia tenta recuperar sua antiga vocação agropecuária, mas o futuro tem se mostrado bastante incerto.






Abaixo: Imagens da Praça São Sebastião no ano de 2003, no mesmo local representado no quadro de Wilson Vicente.



domingo, 6 de janeiro de 2013

UMA OBRA MUITO ESPECIAL

JOSÉ ROSÁRIO - Uma clareira no Mumbaça - Óleo sobre tela - 60 x 60 - 2013

Com essa obra, completo o meu trabalho de número 2000, por isso, ela tem um significado muito importante para mim. Propositadamente escolhi uma cena do Ribeirão Mumbaça, em Dionísio, por se tratar de um dos meus temas mais explorados. É um local onde definitivamente me sinto em casa.
Desde que iniciei com a pintura, venho registrando todos os trabalhos que realizo. Tenho todos os registros de cada obra, mas as imagens arquivadas só começaram a serem feitas com mais rigor, à partir de 2004.
Com essa obra, também inauguro uma fase mais naturalista em minha produção, e a proposta de uma exposição ao final do ano, somente com abordagens desse tema.