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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

POR DENTRO DE UMA OBRA - Tallman Scott Powers

TALLMAN SCOTT POWERS - Laranjas à venda - Óleo sobre tela - 76,2 x 60,96

Incansavelmente, Tallman Scott Powers sai ao mundo à procura de seus temas. Percorre regiões distintas e sempre tem uma predileção pelos povos de terceiro mundo, que sempre os retrata em sua lida diária e sofrida.
Ele sempre tem uma preferência pela pintura feita ao vivo, onde as cores e os valores não sofrem as alterações inevitáveis nas fotografias e filmagens, por melhores que essas sejam. Dos estudos, onde capta com maior precisão a atmosfera de sua cena, completa a cena, em estúdio, utilizando fotografias e apontamentos dos quais não abre mão.
O resultado, é uma cena rica de detalhes mas com todo o frescor e intensidade de uma cena pintada ao vivo.







PARA SABER MAIS:

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

CLARK HULINGS

CLARK HULINGS - Morador de Belmonte, Espanha
Óleo sobre tela - 57,15 x 83,82

CLARK HULINGS - Cena de mercado
Óleo sobre tela - 60,96 x 116,84

CLARK HULINGS - Os patos numa poça
Óleo sobre tela - 60,96 x 91,44

Muitos fatos curiosos percorrem a vida de alguns artistas. Caso de Clark Hulings, que se formou em Física e só partiu para as artes após alguns imprevistos. Durante seus muitos anos como artista pintou paisagens, figuras, naturezas mortas , cenas rurais e urbanas. "Clark era uma pessoa muito analítica, o que provavelmente resultou da sua formação como físico ", disse seu agente, Jack A. Morris Jr. da Galeria Morris e Whiteside, em Hilton Head Island, SC.  "Ele tinha uma mente muito analítica, mas ele sempre pareceu buscar o mais simples denominador comum. Eu acho que é por isso que, em sua temática, estivesse sempre à procura de simplicidade ". Clark Hulings foi um dos mais respeitados pintores realistas americanos das últimas décadas.

CLARK HULINGS - Debulhando trigo
Óleo sobre tela - 60,96 x 91,44 - 1976

CLARK HULINGS - Cena de rua 
Óleo sobre tela - 76,2 x 50,8

CLARK HULINGS - Comonfort, 1969
Óleo sobre tela - 30,48 x 45,72

Hulings nasceu a 20 de novembro de 1922, na Flórida. Sua mãe morreu de tuberculose quando ele era ainda um bebê, então Hulings e sua irmã foram enviados para viver com seus avós maternos, em Potsdam, NY, enquanto seu pai foi trabalhar em Valencia, Espanha. Depois que o pai se casou novamente, as duas crianças se juntaram a ele na Espanha. Em 1928, a família se estabeleceu em Westfield, NJ, onde as habilidades de Hulings como pintor foram pela primeira vez reconhecidas. Aos 12 anos, ele começou a estudar arte e, eventualmente, participou do Art Students League, em Nova York.


CLARK HULINGS - Fazenda portuguesa
Óleo sobre tela

CLARK HULINGS - Vendedor de cana
Óleo sobre tela

CLARK HULINGS - Villatobas
Óleo sobre tela - 1922

Ainda bem jovem contraiu tuberculose, mas foi capaz de terminar a sua licenciatura em Haverford College perto de Filadélfia, em três anos. Ele estudou física na insistência de seu pai, que pensou que assim iria impedi-lo de ser um artista morto de fome. Após a graduação em 1944, foi nomeado para trabalhar no Projeto Manhattan em Los Alamos, mas seus problemas de saúde, sempre recorrentes, impediram de trabalhar lá ou de se juntar às forças armadas em tempos de guerra. Em vez disso, ele foi para Santa Fe, onde, a maioria das pessoas falava espanhol e as estradas ainda eram de terra. Ele viveu em La Posada e se sustentou ali pintando retratos de crianças, em pastel.


CLARK HULINGS - Cena da Espanha central
Óleo sobre tela - 55,88 x 66,04

CLARK HULINGS - Cena de rua
Óleo sobre tela

CLARK HULINGS - Pequeno mercado de flor
Óleo sobre tela - 50,8 x 76,2

Em 1945, fez uma individual de suas paisagens no Museu de Belas Artes do Novo México. Após a guerra, ele trabalhou para The Gates Rubber Co., em Denver, e passava sempre os seus dias de folga nas montanhas, pintando paisagens. Às noites, dedicava às aulas de desenho da Universidade de Denver. Mudou-se para Baton Rouge, Louisiana, onde seus pais viveram, e onde começou a expor retratos familiares em exposições patrocinadas pela Comissão de Arte Louisiana. Em 1948, ele retornou ao Art Students League de Nova York, onde ficou interessado em ilustração e design, e trabalhou em publicidade.


CLARK HULINGS - Colhedoras de batatas
Óleo sobre tela

CLARK HULINGS - Baía de Faro, Portugal
Óleo sobre tela

CLARK HULINGS - Fazenda
Óleo sobre tela - 45,72 x 68,58 - 1971

Em 1955, Hulings foi para a Europa para estudar pintura em Florença, e também figura e desenho abstrato em Dusseldorf. Ele retornou para Nova York em 1960, onde expôs diversas obras na Galeria de Arte Grand Central e onde fez duas individuais em 1965 e 1967. Sua filha Elizabeth disse que seu pai tentou ensinar arte na Parsons The New School for Design, em Nova York, mas não se adaptou. Ainda em Nova York, conheceu Mary Belfi enquanto jogavam bridge. Eles se casaram em 1966 e em 1972 mudaram-se para Santa Fé, que era um ambiente que agradava muito a Mary, uma amante de gramados verdes e locais próximos à água. A família viajava por dois ou três meses do ano, principalmente para a Europa.


CLARK HULINGS - Antiga casa francesa
Óleo sobre tela

CLARK HULINGS - Carro do padeiro
Óleo sobre tela - 5,88 x 66,04

CLARK HULINGS - Paisagem irlandesa
Óleo sobre tela - 40,64 x 60,96

Na década de 1970, Hulings ganhou uma série de prêmios por sua arte realista, incluindo o Prix de Oeste na Academia Nacional de Arte Ocidental, em Oklahoma City, para uma tela feita sobre o Grand Canyon. 
Hulings era muito conhecido por sua temática, caracteristicamente focada em cenas rurais no interior de estados do oeste americano e do México. Mas também pintou em localidades da Espanha, França, Itália, Portugal e Romênia.


CLARK HULINGS - Blacksmith Shop
Óleo sobre tela

CLARK HULINGS - Feira do produtor em Barcelona
Óleo sobre tela

CLARK HULINGS - Mercado coberto em Guanajuato, México
Óleo sobre tela - 60,96 x 101,6


Hulings continuou pintando até dois anos antes de sua morte, quando a necessidade de diálise lhe tirou o entusiasmo e forças físicas. Ele faleceu a 2 de fevereiro de 2011. Seus trabalhos continuam sendo bastante disputados em todas as casas de leilões.



PARA SABER MAIS:

domingo, 13 de novembro de 2011

SCOTT PRIOR

SCOTT PRIOR - Cadeira amarela
Óleo sobre tela - 121,9 x 137,2 - 1995

SCOTT PRIOR - Natureza morta ao nascer do sol
Óleo sobre painel - 61 x 89 - 2007

Para os nossos tempos, onde as imagens se tornam replicadas em diversas partes do mundo numa questão de segundos, tem-se tornado um desafio cada vez maior, encontrar trabalhos com leituras realistas, e que sejam acessíveis a todos como um trabalho sério e de relevada significância. E que agreguem também a visão única e intransponível de seus criadores, sem se deixarem cair em clichês e modismos. Se por um lado podemos encontrar excelentes artistas, cujas técnicas os tornam mestres na arte, por outro podemos também encontrar aqueles que incluem em seu trabalho um processo narrativo que dificilmente pode ser desvencilhado de suas obras. Ainda que muitos se prendam numa técnica excessivamente ostensiva ou que se valham mais de mirabolantes textos para se explicarem, o que nos sobra, felizmente, é a proposta daqueles que conseguem conciliar a sua experiência de execução à nossa própria experiência de observação. Nem os melhores truques técnicos e nem as narrativas mais bem arquitetadas conseguem prendem um observador se as propostas de seus criadores não forem convincentes e leais.

SCOTT PRIOR - Cozinha no verão
Óleo sobre painel - 81,28 x 106,7 - 2009

A arte da imagem não nasce apenas da habilidade técnica e da grandiloqüência de sofisticados discursos, mas tão somente da voz e da visão que seus criadores conseguem compartilhar em suas obras. “Compartilhar” talvez seja mesmo a chave para o sucesso de qualquer trabalho artístico. Quanto mais democrático, mais experiência dividida e comungada.

SCOTT PRIOR - Garrafas ao sol
Óleo sobre painel - 76,2 x 91,44 - 2006

SCOTT PRIOR - O quarto no inverno
Óleo sobre painel - 167,64 x 121,92 - 1980

Percebo nitidamente, na obra de Scott Prior, uma certa espiritualidade reverenciada em tudo, desde os objetos dispostos de uma forma mais corriqueira, a uma paisagem tão bem observada e enquadrada em seus mínimos detalhes. Nessas suas batalhas, entre representar o que nos parece mais cotidiano e sutil, o rigor da técnica ou qualquer narrativa tentada, não dizem mais que a obra. Ela fala por si só e nos toca na sua verdade mais pura. Estão lá os nossos espaços mais secretos, divididos sem a menor reserva.

SCOTT PRIOR - Milharal no outono
Óleo sobre painel - 61 x 55,9 - 2003

SCOTT PRIOR - Quintal
Óleo sobre tela - 66 x 66 - 2010

SCOTT PRIOR - Uma praia no lago
Óleo sobre tela - 23 x 21,6 - 2006

Scott Prior reside em Northampton, Massachusetts, desde 1971. Nascido na cidade de Exeter, New Hampshire, é um dos grandes representantes da arte figurativa realista dos Estados Unidos. Tem obras espalhadas por diversos museus e é representado por galerias de porte da Hoffman Nancy Gallery, em Nova Iorque e da Galeria Alpha, em Boston.

SCOTT PRIOR - Flores à luz do sol
Óleo sobre painel - 66 x 45,7 - 2007

SCOTT PRIOR - Rosas de outono
Óleo sobre tela - 48,26 x 45,72 - 2002

Assim como artistas do Renascimento, com os quais reverencia e compartilha de visões semelhantes, Prior usa de simbolismos para nos apresentar suas obras. Não são apenas os objetos e suas configurações que estão lá representados, o mais importantes em seu trabalho, são seus significados e a busca constante da verdade. Mesmo que seja reconhecido como um artista realista, de qualidades técnicas inquestionáveis e admiráveis, o que mais nos atrai em seu trabalho é a visão romântica que o move e que nos comunga tão bem. A lucidez de suas composições casada com a magia de sua habilidade técnica é que nos faz melhores humanos, quando emprestamos os olhos aos seus trabalhos.


PARA SABER MAIS: