segunda-feira, 7 de julho de 2014

PEDRO WEINGÄRTNER

PEDRO WEINGÄRTNER - Ceifa, Anticoli
Óleo sobre tela - 50 x 100 - Pinacoteca do Estado de São Paulo

A produção pictórica brasileira do século XIX e início do século XX é vasta, rica e ainda bastante desconhecida do grande público. Em parte, porque sempre foi relegada a segundo plano pelos promotores das ondas modernistas que a sucedeu, em outra porque se trata de um período onde só agora começam a ser coletados dados mais completos e agrupados os trabalhos que melhor identificam os artistas daquele período. Injustamente, essa lista não é pequena. Felizmente, sob a promoção de entidades importantes, Pedro Weingärtner já não é mais uma figura obscura e a bela exposição UM ARTISTA ENTRE O VELHO E NOVO MUNDO, que originou um excelente livro sobre sua biografia e obras, trouxe à tona um dos grandes representantes da nossa produção artística daquele período.

PEDRO WEINGÄRTNER - A visita dos avós - Óleo sobre tela - 50 x 100 - 1905

Nascido a 26 de julho de 1853, na cidade de Porto Alegre, Weingärtner era filho de casal alemão, Ignácio Weingärtner e Angélica Schäfer. Ele teve mais seis irmãos. Todos os sete filhos herdaram do pai o gosto pelas artes, mesmo tendo sido ele apenas um desenhista amador. Esse gosto pelas artes foi despertado bem cedo, pois em 1867 seu pai falece. Weingärtner teve que buscar emprego para auxiliar a família numerosa, mas conseguiu uma colocação na ferragem Rech, e por sua dedicação ganhou a confiança do patrão e passou a receber um ótimo salário. A jornada era longa e não lhe permitia praticar suas habilidades artísticas senão à noite, em poucas horas que roubava ao sono. Angelo Guido, seu primeiro e até hoje seu principal biógrafo, afirmou que ele detestava o trabalho e por isso, em 1877, chegou a adoecer gravemente. Mudando-se para o campo, sob os cuidados de uma família alarmada com sua condição, em poucos meses estava restabelecido, tendo passado todo este tempo entregue a desenhar e a pintar. Mais tarde ele reconheceria que a doença fora providencial, permitindo-lhe reconhecer inequivocamente sua verdadeira vocação.

PEDRO WEINGÄRTNER - Banho em Pompéia - Óleo sobre tela - 35 x 59 - 1897

Os horizontes de sua cidade já não pareciam mais conseguir abrigar o desejo de aprendizagem que despertara no artista, assim, em 12 de fevereiro de 1878, reunindo suas economias e enfrentando forte resistência familiar, Weingärtner partiu para a Europa, a fim de obter formação acadêmica no Liceu de Artes e Ofícios de Hamburgo. Mas não permaneceu ali, dirigindo-se em outubro do mesmo ano para Karlsruhe, a fim de ingressar na Academia Grão-ducal de Arte de Baden, na época dirigida por Ferdinand Keller. Nesta conceituada escola estudou com Theodor Poeckh e também possivelmente com Ernest Hildebrand, e deve ter recebido influência do próprio Keller. Com a transferência de Hildebrand para Berlim em 1880, Weingärtner abandonou a escola e o seguiu, matriculando-se em 12 de outubro na Real Academia de Artes da Prússia, onde iniciou seu treinamento na pintura a óleo. Mesmo não tendo estudado em nenhuma instituição artística brasileira, a produção de Weingärtner se assemelha muito a tudo que era produzido no Brasil naquela época. Grande parte dos artistas, ou estudava na Europa ou adotava o modelo de ensino das escolas europeias.

PEDRO WEINGÄRTNER - Ateliê de Pedro Weingärtner em Roma
Óleo sobre tela - 35 x 54 - 1890

Foi nessa época que começou a pintar suas primeiras paisagens, e seus avanços já eram significativos o bastante para poder enviar alguns trabalhos para a Exposição Brasileira-Alemã de Porto Alegre. De todos os mestres alemães daquele período, viria se influenciar pelo gosto pelos detalhes, pela obra diminuta e pela dedicação à pintura de gênero então em voga, com um estilo realista e suas temáticas poéticas e sentimentais do cotidiano popular. Outros pintores que podem ter deixado uma marca em sua produção foram os românticos alemães do início do século, como Ludwig Richter e Ferdinand Waldmüller, e contemporâneos seus como Hans Thoma, Karl von Piloty, Franz von Defregger, Max Liebermann e Emil Schindler.

PEDRO WEINGÄRTNER - Tecelãs - Óleo sobre tela - 27,5 x 37,5 - 1909

Em 1882 se dirigiu a Paris, onde estudou na Academia Julian com Tony Robert-Fleury e William Adolphe Bouguereau, artistas de enorme fama que permaneciam fiéis à tradição acadêmica em plena efervescência do surgimento das vanguardas pré-modernistas, como o impressionismo. Em Paris, disciplinou-se no estudo do nu, um motivo muito prezado pelo público francês e considerado obrigatório para que um artista demonstrasse sua competência, e entrou em contato mais profundo com a tradição clássica, o que se refletiu em obras de caráter historicista inspiradas em temas da Antiguidade. Também ali deve ter sido introduzido na técnica da gravura em metal. Em 1883, novamente na penúria que já lhe fizera companhia em anos anteriores, foi obrigado a abandonar a Academia Julian. Para poder completar sua formação, em 13 de abril solicitou uma pensão ao imperador Dom Pedro II, a qual, por intervenção do Barão de Itajubá, embaixador brasileiro em Paris, reforçada com um atestado de proficiência que Bouguereau forneceu, lhe foi concedida em janeiro do ano seguinte, ao valor de trezentos francos.

PEDRO WEINGÄRTNER - Fundo de quintal com menina - Óleo sobre tela - 16 x 25 - 1913

Pedro weingärtner sempre se esforçou em ter um bom relacionamento no meio artístico, fato comprovado pela vida itinerante e de grandes contatos. Em 1884 participou de seu primeiro salão da Academia Imperial de Belas Artes, na cidade do Rio de Janeiro, para onde enviou dois retratos, bem como cinco estudos de cabeças realizados ainda em Berlim. No ano seguinte excursionou pelo Tirol, fixando-se em Mayrhofen, onde a título de experiência executou obras inspiradas no impressionismo com tipos e paisagens locais, mas por fim optou deliberadamente por seguir sua índole acadêmica, acentuando-se o caráter realista de suas composições. Depois visitou Munique, na época o mais dinâmico centro da cultura alemã, onde teve aulas com Karl von Piloty. A viagem não foi longa, devido a exigências nos termos de seu contrato de pensão, e em 1886 seguiu para Roma, onde abriu em 1887 um ateliê na Villa Strohl-fern, um palacete com cem ateliês de aluguel que foram frequentados por muitos artistas que se tornariam famosos, como Ilya Repin, Emil Fuchs e Mikhail Vrubel.

PEDRO WEINGÄRTNER - Cena de guerra
Óleo sobre tela - 45 x 30 - 1894

Com autorização do imperador, que era quem o financiava nos estudos em Roma, veio ao Brasil para uma visita de seis meses, chegando a Porto Alegre em agosto de 1887. Embora em férias, pintou vários retratos que causaram impressão muito positiva e mostrou obras trazidas da Europa, tornando-se logo uma unanimidade de crítica e de público, objeto de várias notas e artigos na imprensa. Por força dos compromissos assumidos, deixou Porto Alegre em novembro, seguindo para o Rio de Janeiro, onde realizou sua primeira exposição individual, em fevereiro de 1888. Apresentando dez trabalhos, o evento foi um êxito. Aproveitou a estadia na cidade para visitar o imperador, a fim de expressar sua gratidão pelo auxílio recebido.

PEDRO WEINGARTNER - Figuras - Óleo sobre tela - 40 x 110

Terminadas suas férias, voltou a Roma, onde iniciou um período especialmente fértil de sua carreira, trabalhando incansavelmente e visitando locais de interesse histórico e artístico, como ruínas, museus e monumentos, sendo especialmente atraído pela aura fascinante de Pompeia e Herculano, que alimentaram seu amor pela Antiguidade e lhe abriram um novo repertório de motivos e modelos formais. Roma, embora já não sendo mais o foco da vanguarda artística europeia como fora durante séculos antes, ainda era um grande polo cultural, escolhida como domicílio de outros importantes artistas brasileiros em formação, como Zeferino da Costa e Henrique Bernardelli, com quem manteve contato, e ali pode ter recebido influência dos acadêmicos realistas Giacomo Favretto, Nino Costa, do grupo In Arte Libertas e sobretudo de Domenico Morelli, na época o mais destacado representante italiano desta escola.

PEDRO WEINGÄRTNER - Barra do Ribeiro - Óleo sobre tela - 37,2 x 64,4 - 1916

 Passava os verões no vilarejo de Anticoli Corrado, em companhia de seu amigo e pintor espanhol Mariano Barbasan, desfrutando da paisagem luminosa e colorida da região, que surge em vários trabalhos de fatura mais livre e cores mais vibrantes, onde parece apreciar mais a pura materialidade da pintura. Até 1920 ficaria dividido entre Itália e Brasil, realizando muitas viagens e diversas exposições individuais e coletivas, em geral vendendo bem, às vezes os lotes inteiros de suas individuais. Em 1891, já no Brasil, foi contratado como professor de Desenho Figurado na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, mas passava suas férias no sul, onde aprofundou seu interesse pelos aspectos típicos das regiões de colonização alemã e italiana, que já havia começado a abordar ainda na Europa há alguns anos. Em 1893, ano em que demitiu-se do cargo na Escola Nacional, foi incluído na representação brasileira para a Exposição Universal de Chicago, suscitando elogios, e fez um giro pelo interior do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, documentando a Revolução Federalista e fazendo apontamentos para uma série de obras dedicadas a temas gauchescos, que assumiriam um lugar de relevo em sua produção posterior.

PEDRO WEINGÄRTNER - La faiseuse danger
Óleo sobre tela - 150 x 375 - Pinacoteca do Estado de São Paulo

Em 1896 estava novamente na Itália, mudando seu atelier para a Associazione Artistica Internazionale, na Via Margutta, uma academia que concentrou os brasileiros que estudavam na cidade e que atraiu muitos estrangeiros notáveis como Fortuny, Böcklin e Lenbach, e era também uma espécie de clube social onde se organizavam saraus e festas. Todos os citados artistas tiveram ligeira influência nas obras futuras de Weingärtner. Lá recebeu um honroso e especial convite para expor no salão da Escola Nacional, feito pelo Conselho Superior de Belas Artes da República do Brasil.

PEDRO WEINGÄRTNER - Ninfas surpreendidas
Óleo sobre tela - 34 x 64 - 1908 - Acervo da Pinacoteca APLUB, Porto Alegre, RS

O ano de 1897 foi marcado pela notícia da morte de sua mãe. Entre esta data e 1898 realizou duas de suas mais aplaudidas exposições em Porto Alegre, numa delas vendendo o Tempora mutantur para o governo estadual, que o instalou no salão nobre do Palácio Piratini, mas aparentemente não estava no país, enviando as obras de Roma. Participou da Exposição Universal de Paris em 1900, e no mesmo ano voltou para o Brasil, pintado retratos em Porto Alegre e fazendo sua primeira exposição em São Paulo. Voltou a Porto Alegre em 1905, a fim de recuperar-se de um esgotamento por excesso de atividades, e retornou à Itália em 1906.

PEDRO WEINGÄRTNER - Peões laçando o gado - Óleo sobre tela - 50 x 100 - 1908

Em 1909, enfrentou uma inesperada onda de fortes críticas ao apresentar sua tela Rodeio, que foi vista pelo público portoalegrense como uma falsificação das verdadeiras características dos gaúchos, um caso isolado em sua carreira, mas que o deixou bastante abalado. Neste momento, a conselho de Joaquim Nabuco, de quem se tornara amigo, viajou para Portugal, onde em meio a cenários e tipos pitorescos esperava esquecer o infeliz incidente, ao que parece com bom resultado, pois suas obras portuguesas têm cores vibrantes e uma atmosfera bucólica. Em 1910 já estava novamente a caminho do sul, mas de passagem por São Paulo realizou outra exposição importante, com cerca de cinquenta telas, muitas com temas portugueses, recebidas efusivamente pela crítica e pelos colecionadores, que compraram todas. Chegou a Porto Alegre no fim do ano e em 1911 casou-se com Elisabeth Schmitt, que conhecera em 1892. Disse o artista que somente agora, estando em uma situação econômica estável e confortável, sentiu-se seguro para assumir esta grande responsabilidade. No ano seguinte voltou a São Paulo para expor 46 pinturas. Em 1912 estava outra vez em seu ateliê em Roma, mas ali não se demorou. Não foi um de seus períodos muito férteis, já sentindo um pouco cansado da temática italiana e com o desejo de melhor representar os motivos de sua terra natal.

PEDRO WEINGARTNER - Paisagem - Aquarela - 30 x 45

Em 1913 voltou ao Brasil. Passando pelo Rio mostrou vários trabalhos, com excelente repercussão, e em Porto Alegre participou da fundação do Centro Artístico, uma associação que objetivava desenvolver o gosto pelas artes no estado. Após seis meses de sua chegada apresentou, numa exposição organizada pelo Centro, 33 novas pinturas que retratavam os hábitos e personagens típicos do estado, mas já não tanto os imigrantes e os caixeiros-viajantes, concentrando-se em vez nos gaudérios do pampa, um tema inédito na pintura brasileira, vendendo quinze telas. Mesmo assim, não abandonaria outros temas que lhe foram caros anteriormente. Em 1920 deixou para sempre a Europa e se fixou definitivamente na capital gaúcha. Instalou um atelier em sua casa e a despeito da idade avançar ainda sentia-se vigoroso, continuando sua produção artística em ritmo intenso. Trabalhou em diversas temáticas, mas deu especial atenção, nesta fase, às paisagens, retratando os cenários de diversas localidades do estado. Continuava a expor com regularidade em Porto Alegre e no centro do país, e, como sempre, era recebido favoravelmente e ainda vendia muito. Mas pouco a pouco o peso dos anos se fazia sentir. Passou a experimentar algumas dificuldades motoras e a visão enfraquecia, já pouco viajava.

PEDRO WEINGÄRTNER - Crianças brincando em Nova Veneza
Óleo sobre tela - 13,3 x 23,5 - 1893

Em 1925, sempre fiel à sua estética acadêmica, fez sua última exposição em Porto Alegre, que teve fraca receptividade. Os tempos mudavam, fermentava um novo modelo de civilização e de cultura, e seu estilo já soava como um anacronismo. Depois disso o mestre não foi mais visto em público. Em 1927, sofreu um derrame que o deixou hemiplégico e prejudicou seriamente sua lucidez e sua memória. Faleceu um dia após o Natal de 1929. Vários jornais noticiaram seu desaparecimento, mas notava-se que não falavam dele com o entusiasmo de antes.

PEDRO WEINGÄRTNER - Vida nova, Nova Veneza - Óleo sobre tela - 120 x 160 - 1893

Trabalhador incansável e perfeitamente disciplinado, Pedro Weingärtner deixou uma obra pictórica vasta, cosmopolita e eclética, em que abordou temas mitológicos e classicistas, folclóricos, retratos, paisagens, paisagens urbanas, cenas de gênero, fantasias românticas e exóticas, mas são mais importantes, como foi reconhecido ainda em sua vida, as cenas de gênero e as obras regionalistas sobre o sul do Brasil, onde deixou um notável documento humano e social de seu tempo. Permaneceu fiel às suas origens, mas foi adaptável o bastante para sintonizar com o espírito do seu tempo e dos lugares por onde passou. Apesar de pintar muito para as elites que dispunham de recursos, sua obra não é limitada pelos ideais desta classe, pois inúmeras vezes retratou o povo de maneira sensível e honesta, ainda que não deixasse de dar a seus sujeitos mais humildes um tratamento dignificante. A acusação que os modernistas lhe fizeram, às vezes repetida em tempos recentes, de ser um acadêmico conservador e convencional, se é em parte justa se analisamos sua produção contra um contexto em que o modernismo já se tornava uma força influente, em parte se esvazia diante da evidência de que o conjunto de sua obra representa uma síntese pessoal e vivaz de referências e demandas diversificadas e não raro contraditórias. Seu desbravamento da temática do gaúcho também fala de um espírito que, se bem satisfeito com o estilo que escolhera e avesso a experimentalismos formais, não obstante se abriu para novos horizontes, deixando uma produção inédita no Brasil. Um tanto surpreendentemente, considerando a popularidade que os gêneros da pintura religiosa, das cenas orientais e as naturezas-mortas desfrutavam em sua época, não deixou nada nestes campos.

PEDRO WEINGÄRTNER - Maricás - Óleo sobre tela - 34 x 59 - 1911

Weingärtner é um daqueles raros encontros entre a arte, na mais pura essência da palavra, e do artista, no mais devotado de seus representantes. Soube como poucos, lutar por aquilo que mais gostava e fazer disso uma alavanca para toda sua vida.

8 comentários:

  1. Excelente matéria! Obrigado por compartilhar conosco. Pedro Weingärtner é um dos tantos artistas brasileiros que nos enche de orgulho. Abraços

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  2. Sou um grande admirador dos trabalhos de Weingärtner, suas composições tem um toque regional... belíssimo artista!
    Valeu por mais esta matéria...
    Abração meu amigo...

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  3. Olá André e Vidal, obrigado pela vinda.
    Há mais tempo havia feito uma matéria do Weingärtner em conjunto com o Gustavo Dall'Ara. Resolvi desmembrar os textos, devido à riqueza que cada um possui em especial. Ambos, excelentes exemplos da rica abordagem pictórica brasileira dos séculos XIX e XX.
    Grande abraço, amigos!

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  4. Boa tarde. Excelente artigo. Além de conterrâneo, sou um apreciador incondicional das obras do Weingartner, o qual considero um dos maiores especialistas em retratar minuciosamente cenas do cotidiano presenciadas à sua época. Parabéns.

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    1. Obrigado pela visita e pelo incentivo, Rafael.
      Grande abraço!

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  6. Admirador e conterrâneo de Weingärtner, agradeço suas palavras e divulgação deste que considero um dos maiores talentos que o Brasil já teve. Aqui em casa, o nosso carinho é tanto que, ao nos referirmos a ele o tratamos por "Pedrinho". Parabéns pelo trabalho!

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    1. Que bom, Roberto.
      Também admirar, e muito, o trabalho do Weingärtner.
      Grande abraço!

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