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quinta-feira, 23 de maio de 2013

OLHARES DIVERSOS: Um pouco mais...


A diversidade é a característica principal da exposição OLHARES DIVERSOS. Muitos e variados temas e estilos, reunidos num único espaço, permitem uma leitura bem ampliada da produção mais recente da arte brasileira. Também estarão expostos trabalhos importantes de décadas passadas, que permitem um paralelo com a produção contemporânea do país. Os trabalhos são provenientes dos próprios artistas e também de coleções particulares.

Veja abaixo mais alguns trabalhos que estarão na exposição:

JOÃO BOSCO CAMPOS - Olaria - Óleo sobre tela - 40 x 50 - 1992

ERNANDES SILVA - Caldo - Óleo sobre tela - 60 x 100 - 2012

VALDONÊS - Elegância - Mista sobre tela - 80 x 140

Mais trabalhos e mais dados sobre a exposição estarão sendo publicados até o dia da abertura.

terça-feira, 10 de maio de 2011

VALDONÊS (José Rosário)

VALDONÊS - Carinho familiar
Acrílica sobre tela - 70 x 100

Cerca de 500 anos depois do Renascimento, a história confirmou mais uma grande e radical mudança no mundo das Artes. Pelo gênio imaginativo e simplificada percepção, Picasso e Braque; ao criarem o Cubismo; inovaram a maneira de reproduzir e interpretar o mundo à sua volta. Cada obra não precisa mais ser apenas uma imitação daquilo que se observa e confirma no mundo real.

VALDONÊS - Brincando no balanço
Acrílica sobre tela - 130 x 130

VALDONÊS - Ceia - Óleo sobre tela - 80 x 140

Essa nova maneira de sentir a Arte, que na primeira impressão possa nos parecer um tanto quanto geométrica e por vezes até abstrata, faz um jogo mimético com a mente de quem contempla. As figuras, inspiradas no mundo real, conseguem ser mostradas sob vários ângulos ao mesmo tempo, ganhando um aspecto planificado e conflitante.

VALDONÊS - Componentes da Amazônia
Acrílica sobre tela - 60 x 160

VALDONÊS - Nativa
Acrílica sobre tela - 60 x 90

A “nova Arte” se espalhou e ganhou o mundo com várias interpretações e apelos regionais. Essa regionalidade, aliás, é o que tem de mais original nas obras de Portinari, Di Cavalcanti e Tarsila, os mais conhecidos artistas brasileiros que incorporaram essas novidades que vinham da Europa.
A liberdade é, de todas as conquistas, a maior aquisição permitida por todos os conceitos modernos adquiridos em uma série de movimentos artísticos que atravessaram o século passado.

VALDONÊS - Canavieiro
Acrilica sobre tela - 50 x 140

VALDONÊS - Equipado para o trabalho
Acrílica sobre tela - 60 x 160

Unindo a livre expressão cubista e as sofisticadas estruturas de composição para representação de uma obra, a última década assistiu a rápida ascensão e estabilidade de um artista Brasileiro, de nome Romero Brito, cuja obra faz influência direta e indireta a muitos artistas da atual geração. Louvado com reservas pela crítica de arte em quase todo o mundo e venerado por celebridades das mais diversas áreas, o trabalho de Brito encontrou esteio sólido nas sofisticadas coleções particulares que o acolheram em seus acervos.

VALDONÊS - Baianinha
Acrílica sobre tela - 80 x 60

VALDONÊS - Ciclista - Óleo sobre tela - 70 x 90

Enquanto a obra de Brito tem uma linguagem mais universal, permitindo a qualquer um, sentir e se identificar com aquilo que ela representa em qualquer parte do mundo, outros artistas partiram para uma leitura mais regionalista, fincando os pés nas suas origens, e ressuscitando com mais lirismo, o antropofagismo defendido como meta principal pelos pioneiros que revolucionaram a Arte Brasileira na Semana de Arte Moderna de 1922. Valdonês dos Santos Ribeiro é, dos artistas de hoje, um dos que mais realça, de maneira natural e com propriedade, os laços com sua terra de origem.

VALDONÊS - Azaléias
Acrílica sobre tela - 60 x 120

VALDONÊS - Beija-flor
Acrílica sobre tela - 70 x 90

Nascido na cidade maranhense de Estreito e residindo ainda em Maranhão, na cidade de Porto Franco, Valdonês teve uma infância limitada, mas tendo no desenho, desde os cinco anos de idade, a melhor arma para enfrentar a vida.
Como ele próprio gosta de afirmar, aprendeu e se formou pela prática da leitura. As informações vinham sempre de fontes várias, e a observação certamente foi o exercício que usou para conferi-las no mundo.

VALDONÊS - Trio nordestino
Acrílica sobre tela - 130 x 130

VALDONÊS - Abstrato geométrico - Acrílica sobre tela

Ainda que Di Cavalcanti, Portinari e Tarsila do Amaral estejam na primeira fila de seus “estudos”, Valdonês também se inspira em Adélio Sarro, Osvaldo Ribeiro e Sebastião Rodrigues. É inevitável não sentir em sua arte uma leve influência da pop art dos anos 50, nos contornos e cores vivas que tanto nos remetem a Lichtenstein. Mas, lá está ele, o regionalismo rico e vibrante das cores agrestes e quentes que são a sua condição presente. Toda a arte nordestina tem esse “que” de valorização ao solo e à alma de sua gente. O poder de suas cores vem da alma de sua terra, comungada incessantemente em seus momentos de criação, e elas são quase primárias, brigando com tanta energia entre si e ao mesmo tempo se equilibrando com tanta maestria, que é impossível não ficar a admirar um trabalho seu por longo tempo.

VALDONÊS - Observando a fauna
Acrílica sobre tela - 80 x 140

VALDONÊS - Gatinha manhosa
Acrílica sobre tela - 70 x 100

Valdonês usa as formas do cubismo de Picasso em um trabalho onde confunde as figuras do primeiro plano com o fundo da tela, provocando uma mistura inusitada de grande efeito. Esse trabalho, que exige a dedicação de muito tempo e esforço, serve principalmente para mostrar o grande talento com que o artista lida com as idéias. Não se trata só de um talento com os pinceis. É também um talento criativo e uma enorme profusão de idéias. Qual o efeito disso no observador? Olhar os quadros de Valdonês permite muitas interpretações e muitas divagações, devaneios da imaginação, viagens pelo mundo da mente e das emoções. Ele tem perfeita consciência disso e nenhuma preocupação com o assunto. O quadro é do observador, tanto quanto do autor e cada um o vê com os olhos da alma”.*

VALDONÊS - Ceia
Acrílica sobre tela - 60 x 120

VALDONÊS - Rede azul
Acrílica sobre tela - 50 x 155

A técnica é ancorada principalmente pela acrílica, uma linguagem atual para um trabalho com a mesma intenção. Valdonês ainda considera a Arte Brasileira em fase de estabilização, não absolutamente crescida, conseqüência certamente de uma nação jovem, se comparada a tantas outras, cujas expressões artísticas vem se firmando através de séculos.

VALDONÊS - Fecundação
Acrílica sobre tela - 100 x 70

VALDONÊS - A última ceia - 70 x 130

“Pinto o que minha capacidade me permite!”. Com essa expressão, dita em caráter categórico, quer deixar claro que o ecletismo não lhe parece nenhum defeito, muito pelo contrário, é um instrumento ávido que lhe permite divagar por diversos mundos e seguir por onde seu conhecimento lhe permita chegar.
O desejo às vezes lhe sonda uma terra distante, novo solo para novos projetos. Uma coisa é certa, a saudade de sua terra vai em bagagens bem grandes.

* Rê Rodrigues, do site Cyberartes. 


PARA SABER MAIS:


CONTATO:
(99) 3571-2098 Fixo

(99) 98161-8270 Cel