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quinta-feira, 3 de abril de 2014

NOVIDADES PARA O MÊS DE ABRIL

Muitas boas novidades para esse mês de abril. Confira:

GRAVURAS - Mário Zavagli



 PAISAGENS URBANAS - Alexandre Reider


ALEXANDRE REIDER - Arte de rua
Óleo sobre tela

ALEXANDRE REIDER - Estádio
Óleo sobre tela


ÁGUA E ÓLEO - Carmelo Gentil


CARMELO GENTIL - No ateliê
Óleo sobre tela

CARMELO GENTIL - Marinha
Óleo sobre tela


ONTEM...  E HOJE - Eduardo Borges de Araújo



TRAJETÓRIA - João Benatti



INDIVIDUAL - Ernandes Silva


ERNANDES SILVA - Caminhoneta
Óleo sobre tela


LANÇAMENTO DE CAVALETE PARA PINTURA




Para os amantes da pintura em plein air, encontra-se à venda um ótimo kit, desenvolvido pelo artista plástico Paulo Camargos. Só quem pratica a atividade e sabe das necessidades do equipamento, poderia desenvolver algo tão acessível e prático. Garanta o seu no endereço abaixo:

artpaulocamargos@gmail.com



WORKSHOP - Ernandes Silva


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

REALISMO HOJE: UMA PROPOSTA


Da esquerda para a direita: Douglas Okada, José Rosário, Gonzalo Cárcamo, Luiz Fernando (Instituto Seraphis), Luís Carlos Marques Fonseca (Nova Acrópole), Juliana Limeira, Ronaldo Boner e Vinícius Silva.

Todas as vezes que há um confronto entre Arte Contemporânea e Arte Clássica, cria-se um embate e ao mesmo tempo uma possibilidade ao entendimento, ainda que esse último pareça distante e que muitos setores da própria arte insistam para que ele nunca aconteça. A inauguração da Exposição “Realismo Hoje” traz à tona uma temática necessária, muitas vezes evitada e grande parte das vezes abafada: a beleza na Arte é possível? Pela minha vivência com o tema, diria que não somente é possível, como se torna urgente. Os nove artistas que participam da mostra não tem a pretensão de se declararem representantes únicos de uma nova corrente que luta pela busca de uma nova arte, aquela que reinstaure a procura da beleza como ideal de expressão. São, como muitos artistas, espalhados pelo Brasil e pelo mundo, sobreviventes contra um meio hostil, que cada vez mais oprime e direciona a grande massa.

GONZALO CÁRCARMO - Meninos puxando a rede de pesca, detalhe

JULIANA LIMEIRA -  Em busca, detalhe

ALEXANDRE REIDER - Florada das paineiras, detalhe

Sei que estarei comprando uma briga com todas as correntes que insistem em fazer crer que a Arte se tornou um jardim de liberdade irrestrita, que tudo nela se pode e que temos que assistir ao desfile de tantas sandices, que muitas vezes nos afastam com força do maior e mais nobre ideal procurado na arte: o da beleza e do diálogo constante com ela, e com os bens que esse diálogo proporciona às nossas vidas. Como nas ágoras da Antiga Grécia, onde os problemas se exauriam e se resolviam pelo maior conhecimento de si mesmos, a internet me parece a ágora mais democrática do momento. Aqui, estamos pelo menos mais isentos (se quisermos) da simplificação violenta da Arte. Em nenhum outro lugar, como aqui, a monopolização da Arte por uma pequena minoria parece sofrer tanta ameaça. Concordo com a máxima de Arnold Hauser, quando afirma que “o problema não consiste em confinar a Arte ao horizonte das grandes massas, mas ampliar o horizonte das massas tanto quanto possível”. Como artista, principalmente defensor de um estilo realista, que ainda comunga dos ideais clássicos, vejo o quanto a democracia entrou em desuso. As grandes galerias atuais, bem como bienais e espaços públicos, não estão dispostos a expor uma Arte que resgate antigos valores e que proporcione ao público o direito sagrado do livre arbítrio e da escolha, estão mais preocupados em “vender” o produto da moda, ainda que ao público consumidor seja servida apenas uma viseira, que cega e direciona para os trilhos daqueles que tem poder. Não estamos lutando para que um estilo prevaleça sobre outro, é exatamente essa guerra de "ismos" que devemos evitar, se quisermos evoluir como artistas que caminham pela construção de um mundo melhor. Mas, sou consciente que esse diálogo se faz necessário. Todos nós crescemos quando abrimos ao diálogo. E, mesmo que não cheguemos a alguma conclusão nesse momento, caminhamos em direção a ela. Se andamos dois passamos e recuamos um, pelo menos saímos do lugar.

RONALDO BONER - Arranjo com girassóis, detalhe

JOSÉ ROSÁRIO - Congados em dia de festa, detalhe

DOUGLAS OKADA - Raquel, detalhe

O fim do Impressionismo marcou o final de um período de cerca de 400 anos em que a Arte tinha como meta produzir algo belo, que encantasse sem precisar de um discurso paralelo. Cada obra desse período não precisava de uma cartilha de tiracolo, que a interpretasse para todos que se colocassem diante dela. Dentro desse mesmo período, que se iniciou lá no Renascimento, movimentos renovaram a linguagem artística, adaptaram-se ao seu tempo, mas nunca perderam como meta a procura do encantamento, esse mesmo encantamento que nos faz sentir a vida mais leve e confirmar que o “supérfluo” do produto artístico é o essencial para a melhora de nossos dias. Tudo que se produziu de novo, depois do Impressionismo, foi uma recusa constante ao encantamento, da perda da natureza como fonte inspiradora e quase sempre uma violação a ela. À partir de então, o culto àquilo que agride, que deprime, que causa melancolia, passa a ser a regra. Todas as manifestações artísticas sofreram graves consequências, os valores pictóricos são destruídos, não importa mais o cuidado na elaboração da imagem. A poesia perde a sistematização da estrutura e se expressa em frases soltas, desconexas, muitas vezes ditas nas entrelinhas e numa subjetividade que nada afirma. Também a música perde a melodia e a tonalidade, nos afastando cada vez mais dos caminhos que nos conduzem à paz de nossas almas. A Arquitetura se tornou quase estéril, preocupando demasiadamente em nos colocar num ambiente que apenas nos contém, mas que não nos abriga com tudo aquilo que somos. O século XX foi o palco onde aconteceu tudo isso. No afã de ridicularizar tudo que foi produzido pelos nossos antepassados, a Arte dita moderna começou a agredir diretamente alguns mestres do passado. Exemplo clássico é o da Mona Lisa executada por Marcel Duchamp, onde ela aparece com uma barbicha e bigode. Fazer piada com algo que sempre foi uma referência e símbolo, parece fortalecer adversários que não tem nada mais a oferecer além disso: ironia. Mas, tudo isso é muito engraçado apenas por um breve intervalo de tempo. Continuaremos apenas rindo de nossas desgraças, sem buscar uma saída para elas? Muito do que se produz na Arte Contemporânea foge do sentido de revitalização proposto pelo verdadeiro espírito da Arte. A Arte que não tenha um compromisso com a melhoria da nossa condição humana estará confinada a uma simples replicação do caos, e seus artistas são nada mais que desnecessários profetas do agouro. É muito fácil montar uma instalação com centenas de vestes ensanguentadas, nos dizendo que somos cúmplices das “chacinas” que matam o mundo, o difícil é mostrar algo que seja a solução para isso. Repetir a tragédia da nossa realidade humana não é tão complicado quanto apontar o caminho para sairmos dela. Queria que os artistas de hoje se preocupassem menos em chocar e muito mais em extasiar. Se um escultor de hoje produz uma bela imagem, com proporções bem elaboradas e bem acabada, não tem muito valor. Mas, se pegar a mesma escultura, serrar ao meio e pendurar de cabeça pra baixo, é um gênio. Que valores estamos conquistando com isso? Até que ponto destruir o nosso gênio inventivo será mais importante que edificá-lo? Precisamos de uma Arte para amaciar o coração da humanidade, porque de pedra já nos tornamos eficientes.

CHARLES OAK - Tribo Himba, detalhe

VINÍCIUS SILVA - Inverno na corredeira da Trindade, detalhe

MARCUS CLÁUDIO - Costureira, detalhe

Quando recebi o convite da Juliana Limeira, para estar compondo, juntamente com outros artistas, uma exposição que fosse um pouco do resgate da Arte que nos faz reencontrar valores perdidos, logo vi que não estava só. Ainda é possível acreditar em resgatar um pouco da nossa dignidade humana e contagiar outras pessoas com isso. A Nova Acrópole me fez confirmar ainda mais que estou no caminho certo. Somente com o aprofundamento do conhecimento daquilo que somos, baseados na herança cultural que nos deixaram os ricos ensinamentos orientais e ocidentais, podemos caminhar na direção de um mundo onde Justiça, Beleza e Bondade sejam imperativos e não uma utopia. Um lema da organização e que muito me marcou é que “se você acredita que esse mundo ideal é possível, não espere que ele apareça para você, faça parte dessa construção, seja arquiteto de seu próprio tempo”.

Não poderia terminar esse texto, sem citar Jorge Angel Livraga: “Limpemos o mundo começando por nós mesmos. A limpeza, a verdadeira higiene espiritual, é a melhor forma de Arte. E o ato de fazê-lo é o melhor artesanato. Deus abençoe o trabalho, Deus abençoe o esforço. Deus abençoe os humildes que talham a madeira e modelam o barro. Deus abençoe aqueles outros, os escolhidos dos deuses, que podem plasmar em letras, em música, em cores, aquelas cores tão bonitas que escapam ao resto dos homens. Artistas e artesãos vão unidos para um mundo melhor. Eles devem marcar, no meio da noite, a luz do horizonte que indica que começou amanhecer”.


















sábado, 24 de setembro de 2011

IMAGENS E PALAVRAS

Mais algumas belas imagens
e ótimos pensamentos ligados
à primavera e os seus mais
sofisticados produtos: as flores.

GERARD VAN SPAENDONCK
Bouquet de tulipas, rosas e outras flores
Óleo sobre mármore - 50 x 38,1

"Até uma rosa pode nos ferir.
Tudo depende da maneira como dela
nos aproximamos".
Saint-Exupéry

GEORGIUS JACOBUS JOHANNES VAN OS
Arranjo sobre vaso de terracota
Óleo sobre painel - 71 x 58

"A arte é uma flor nascida
no caminho da nossa vida,
e que se desenvolve para suavizá-la".
Arhur Schopenhauer

TOM BROWNING - Chegando a primavera
Óleo sobre tela - 76,2 x 101,6

"Não corra atrás das borboletas;
plante uma flor em seu jardim
e todas as borboletas virão até ela".
D. Elhers

ALEXANDRE REIDER - Mantiqueira
Óleo sobre tela - 100 x 100

"E é nisto que  se resume o sofrimento:
cai a flor, e deixa
o perfume ao vento".
Cecília Meireles

LOUIS-MARIE LEMAIRE - Garota colhendo flores
Óleo sobre tela - 46,5 x 55

"Não sou sempre flor.
Às vezes espinho me define tão melhor.
Mas só espeto os dedos de
quem acha que me tem nas mãos".
Marla de Queiroz

MIKE SMITH - Hollyhocks
Óleo sobre tela - 91 x 53

"Se o amor cabe numa só flor,
então é infinito".
Antônio Porchia

VALERY SEMENOV - Peônias
Óleo sobre tela - 73,66 x 63,5

"Onde estiver,
seja lá quem for, tenha fé,
porque até no lixão nasce flor..."
Racionais MC's

MÁRIO MARIANO - Floristas
Óleo sobre tela

domingo, 12 de junho de 2011

ALEXANDRE REIDER

ALEXANDRE REIDER - Luz na mata
Óleo sobre tela

Curiosamente não foi por publicações brasileiras que tive acesso aos primeiros trabalhos de Alexandre Reider. Vi suas primeiras obras em uma edição da revista americana American Artist, numa época na qual eu não navegava ainda com assiduidade pela internet, e só me atualizava com publicações de livros e revistas. À partir daí, comecei a procurar mais referências sobre ele. Elas não foram difíceis de conseguir. Naquela época, ele já possuía um site muito bem elaborado e vez ou outra, estava participando de publicações em revistas brasileiras mais populares. Eu as encontrava em bancas e, sempre que possível, alunas apareciam com algumas novidades dele para compartilharmos. Não poderia continuar a elaborar essas linhas, sem antes mencionar que desde os primeiros contatos, senti uma admiração e respeito muito grandes, por todos os trabalhos que me formaram o seu perfil.

ALEXANDRE REIDER - Tarde de sol
Óleo sobre tela - 60 x 80
Trabalho publicado na American Artist

ALEXANDRE REIDER - Caminho com bambus
Óleo sobre tela - 60 x 80

ALEXANDRE REIDER - Beira de lago
Óleo sobre tela

O trabalho de Alexandre Reider tem certas particularidades, que nos remetem imediatamente à sua maneira de fazer. Elas podem ser percebidas também nas obras de vários alunos seus, pois é uma influência positivamente muito marcante. Sou até tentado a dizer, que ficou estabelecido assim, o estilo Reider de pintura de paisagens.

ALEXANDRE REIDER - Parque  da luz 
Óleo sobre tela - 18 x 24

ALEXANDRE REIDER - Café da Pinacoteca
Óleo sobre tela - 18 x 24

ALEXANDRE REIDER - Parque da Luz
Óleo sobre tela - 20,3 x 25,4l

Alexandre Reider nasceu em São Paulo, no ano de 1973. A trajetória no mundo das artes começou bem cedo, quando tinha apenas 14 anos de idade. O processo como tudo aconteceu no início tem um pouco de casualidade, boas referências e principalmente um grande e irrestrito apoio dado pelo pai, desde o início. Vou dividir com vocês, alguns trechos das informações fornecidas pelo próprio Reider, e diga-se de passagem, muito bem escritas. Elas carregam uma certa nostalgia em todo o seu decorrer:
“Tenho três pilares que alicerçaram minha carreira: meu avô Jorge Reider, meu pai Jorge Reider Júnior e meu mestre Luiz Pinto."


ALEXANDRE REIDER - Beira de estrada
Óleo sobre tela - 20 x 30

ALEXANDRE REIDER - Caminho e lago
Óleo sobre tela

ALEXANDRE REIDER - Estrada das palmeiras
Óleo sobre tela - 70 x 90

"Meu avô nasceu na Áustria em 1912 e veio para o Brasil em 1927. Tornou-se pintor de igrejas e posteriormente migrou para a pintura de cavaletes. Segundo meu pai, foi um nome proeminente do mercado de artes brasileiro nas décadas de 40 e 50. Morreu jovem aos 49 anos. O fato de eu não tê-lo conhecido pessoalmente não impediu que tivéssemos uma proximidade... Cresci contemplando seus quadros e foi desta busca por exemplares em feiras de arte e antiquários que conheci meu futuro professor Luiz Pinto.”


ALEXANDRE REIDER - Crianças na praia
Óleo sobre tela - 30 x 40

ALEXANDRE REIDER - Esperando a pesca
Óleo sobre tela

ALEXANDRE REIDER - Ilha Bela, fim de tarde
Óleo sobre tela - 20 x 30

“Todos os Domingos íamos, meu pai e eu, á feira de artes e antiguidades do Shopping Iguatemi de São Paulo, sem dúvida a principal feira deste segmento na época (início dos anos 90). Fazíamos uma busca por obras de meu avô e quando o preço era possível, meu pai comprava. Hoje sou eu quem continua esta busca. Quando vi os trabalhos do Luiz num dos stands, falei para meu pai: quero pintar como ele! Um japonês ao lado respondeu dizendo que ele estava dando aulas (por coisas do destino, este japonês era o Roberto Mitsuuchi, quem muitos anos depois se tornaria meu Marchand).”


ALEXANDRE REIDER - Foz do Iguaçu
Óleo sobre tela - 80 x 100

“Fui aluno do Luiz dos 17 aos 19 anos, quando comecei a dar aulas e viver da pintura. Seus ensinamentos, seus causos e seu tipo cativante e simples foram para mim, exemplos de vida e de amor à arte. Hoje posso dizer que ele é um de meus melhores amigos, um moleque de 70 anos que não gosta de contar vantagens quando lhe perguntam se é mineiro.”


ALEXANDRE REIDER - Beira de rio com caminho
Óleo sobre tela

ALEXANDRE REIDER - Paisagem com bananeiras
Óleo sobre tela

ALEXANDRE REIDER - Paisagem pela manhã
Óleo sobre tela

“Meu pai é um capítulo a parte na minha história. Filho de pintor e pai de pintor teve suas expectativas e sonhos profissionais conquistados através de mim. Não seguiu carreira artística, mas sua visão e dedicação à vocação do filho foram fatores determinantes em minhas conquistas. Chegou até a fazer aulas com o Luiz junto comigo, para me incentivar e impedir que eu desistisse durante um tempo de fortes incertezas. Comprou como incentivo, minhas duas primeiras obras (num preço justo). Sempre esteve ao meu lado e sempre estará.”


ALEXANDRE REIDER - Estrada em Cunha
Óleo sobre tela - 80 x 100

ALEXANDRE REIDER - Caminhada no Jardim Botânico
Óleo sobre tela - 18 x 24

ALEXANDRE REIDER - Horto florestal
Óleo sobre tela - 60 x 80

“Comecei a vender na própria feira onde anos antes conheci as obras do Luiz. Foram anos de muita prática, pintava veloz e incessantemente, aproveitando um mercado fértil e comprador. Os anos 90 foram os melhores neste sentido e nesta época conheci grandes nomes da pintura paulistana, como Costa Junior, Monteiro Prestes, Maguetas, Gilberto Geraldo, Takaki... Foi nesta época que passei a conhecer as obras de alguns dos melhores mineiros, como João Bosco Campos, Rubens Vargas,  Wilson Vicente e Rui de Paula. Tais obras eram expostas na mesma feira. Durante os anos de convivência com o Luiz, conversávamos muito sobre sua amizade com o Edgar Walter. Copiei muitos quadros dele. Uma coisa que ninguém sabe é que chegamos a fabricar tintas, sendo sócios eu, meu pai(químico) e o Luiz. Tínhamos um moinho de cilindro e até uma máquina de entubar. Chegamos a fazer tinta de boa qualidade, mas o negócio não foi pra frente pois exigiria dedicação integral, algo que ninguém estava disposto.”


ALEXANDRE REIDER - Cena de curral
Óleo sobre tela

ALEXANDRE REIDER - Praia do Portinho
Óleo sobre tela - 27 x 35

ALEXANDRE REIDER - Vista de São Francisco Xavier
Óleo sobre tela - 70 x 100

As atividades das aulas sempre foram constantes em quase toda a carreira de Alexandre Reider. Muito mais que ensinar técnicas, seus alunos incorporaram uma nova linguagem ao atual cenário paisagístico brasileiro. Muitas histórias boas foram narradas pelo Reider, nas experiências que vem somando com essas aulas. Mas, uma em especial, merece destaque. Aos 23 anos, chegou a Paris com 25 alunas para o exercício de pesquisa em plein air. Não deve ser sido tarefa muito fácil, pois como ele próprio narrou, ninguém do grupo se comunicava em francês.


ALEXANDRE REIDER - Tiradentes
Óleo sobre tela - 20 x 30

ALEXANDRE REIDER - Tiradentes
Óleo sobre tela - 20 x 30

ALEXANDRE REIDER - Vila Natal
Óleo sobre tela - 35 x 52

Outro ponto interessante de nossos contatos, é a sua visão particular da arte, no atual cenário artístico nacional e mundial. Vivemos numa nova era, onde a comunicação se tornou peça chave de toda relação. É muito interessante ver como os pontos de vista podem ser muito parecidos aos nossos, mesmo vivendo em regiões tão diferentes.


ALEXANDRE REIDER - Descanso
Óleo sobre tela

ALEXANDRE REIDER - Criação no pasto
Óleo sobre tela - 24 x 35

ALEXANDRE REIDER - Paisagem com sapucaieira
Óleo sobre tela - 20 x 30 - 2005
Acervo José Rosário

“A internet foi um divisor de águas para mim, e acho que para muitos artistas. Ao mesmo tempo percebi que as relações, entre pintores e galerias, tiveram que ser reinventadas, não mais havendo espaço para exploração e lucro unilateral. Além de ser um meio democrático de divulgação do trabalho e de acesso por parte do público, a internet possibilita contato com pintores de todo o mundo.
Tirei muito proveito disso nos últimos anos e conheci nomes que tiveram influência em minha produção atual. Os mestres norte americanos atuais: Schmid, Lipking, Matt Smith, Scott Christensen, Jennifer McChristian, só para citar alguns. Tive a oportunidade de enviar trabalhos para um concurso da revista American Artist, tendo sido escolhido artista do mês do site desta prestigiada publicação.”


ALEXANDRE REIDER - Aceito Visa
Óleo sobre tela - 18 x 24

LEXANDRE REIDER - Florada do ipê roxo
Óleo sobre tela - 60 x 80

ALEXANDRE REIDER - Urubici 
Óleo sobre tela - 18 x 24

“O acesso a blogs de colegas brasileiros, vem aproximando gente que antes se admirava, mas não se conhecia. As possibilidades futuras são incalculáveis em termos de novas parcerias, encontros e projetos tocados pelos artistas, em parceria com galerias e marchands . Quem tiver escola, competência e humildade para aprender sempre, ainda colherá muitos frutos de um mercado de Fine Arts que vem ressurgindo no mundo todo e não será diferente com o Brasil.”


Pintando ao vivo

Mais do que uma escolha artística, o termo “en plein air”, ou seja, ao ar livre, compreende uma atitude e até mesmo uma filosofia, além de ser a melhor maneira de estudar os fundamentos da pintura de paisagem.
Apoiado na preocupação ecológica e de uma vida mais saudável, o movimento plein air está presente no cotidiano do Atelier A. Reider. Assumindo esta postura pioneira de incentivar a formação de grupos de pintura ao ar livre, o atelier oferece a possibilidade de integração a artistas e estudantes que se identificam com este pensamento.”
(Trecho extraído do blog do artista)


ALEXANDRE REIDER - Portão
Underpainting
(Etapa inicial)

ALEXANDRE REIDER - Portão

Apaixonado pela nossa natureza, Alexandre Reider viaja pelo Brasil afora para se inspirar, escolhendo os trechos que mais o encantam e os coloca em suas telas... Pinta no local, conseguindo assim uma espontaneidade que só se consegue quando o artista está entre a paisagem e a tela.
Ruth Sprung Tarasantchi
(Historiadora e autora de diversos livros
publicados sobre a pintura brasileira)


Algumas publicações com participação de Alexandre Reider

A carreira de Alexandre Reider soma mais uma grande colaboração no cenário artístico brasileiro. Pela linguagem contemporânea com que conduz o seu trabalho e, principalmente como essa linguagem, abraça cada vez mais um número maior de discípulos. Certamente teremos no futuro, gratas referências para narrar a arte de nossa época.


PARA SABER MAIS: