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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O BARULHO DO MAR

JOSÉ ROSÁRIO - O barulho do mar - Óleo sobre tela - 30 x 40 - 2013

Quando criança, ficava tentando imaginar como seria o barulho do mar. Como sempre morei no interior de Minas, cuja praia mais próxima fica a mais de 500 km, me contentava em ouvir o barulho de uma grande concha que meu pai possuía desde criança. Cresci acreditando que aquele era o barulho do mar mais fiel que existia, até que mais tarde visitei várias praias e finalmente vim a confirmar aquilo que a concha dizia.
Outro dia, com a visita das crianças de um amigo meu, senti tentado em compor essa cena, que muitas boas recordações me traz. Confesso que não foi fácil fazer essa "duplinha" ficar quieta, de modo que muitas tentativas foram feitas entre fotos e esboços. Utilizamos uma velha poltrona que fica em um dos cantos do ateliê. A vontade de pintar com os modelos ao vivo foi grande, mas era impossível contê-los por mais de 3 minutos parados.







Os trabalhos foram iniciados sob os olhares atentos de Bernardo e Caroline, os modelos do quadro.



Caroline e Bernardo com o pai, Claudinei N. Silva.

sábado, 8 de setembro de 2012

VERMEER


JOHANNES VERMEER - Mulher em azul lendo uma carta
Óleo sobre tela - 46,6 x 39,1 - Rijksmuseum, Amsterdã

JOHANNES VERMEER - Uma jovem nos virginais com um cavalheiro
Óleo sobre tela - 73,3 x 64,5 - Coleção Real, Londres

Não é fácil refazer a trajetória de um artista que deixou assinadas apenas duas obras. Mesmo que seu estilo seja inconfundível e que cada composição sua dispense a presença de uma assinatura, os dados que provam sua existência se limitam com precisão a alguns poucos documentos. Esse enigma é que gera, ainda hoje, um interesse cada vez mais crescente para conhecermos um pouco mais sobre ele. Tão discreto quanto eficiente em sua pequena produção, Johannes Vermeer produz em nós um misto de curiosidade e desejo. Curiosidade por se inteirar de seu trabalho, que pela narrativa limitada de alguns contemporâneos, eram executados no silêncio e retiro isolado de seu ateliê intocável. Desejo por tornarmos íntimos de sua técnica, apuradíssima para a época e ainda incomparável para os tempos atuais.

JOHANNES VERMEER - Moça com brinco de pérola - Óleo sobre tela - Mauritshuis, Haia

De dado mais preciso, sabe-se que ele nasceu na cidade de Delft, Holanda, a 31 de outubro de 1632, graças a um registro de batismo. Era filho de Reynier Janszoon e Digna Balthasars, que tinham a tradição de trabalharem com tecelagem de seda, possuírem uma estalagem e comercializarem arte. Quinze anos após o nascimento do pequeno Johannes, o pai adota o sobrenome de Van der Meer, ou Ver Meer, que acompanharia para sempre a identidade do artista. Embora tenha nascido numa época em que a arte em Delft andava meio em decadência, Vermeer teve a sorte de, por volta de 1650, conviver com alguns artistas que por lá se instalaram momentaneamente e produziram o que podemos classificar como um breve período de ouro da pintura em Delft.

JOHANNES VERMEER - Lieteira - Óleo sobre tela - 45,5 x 41 - Rijskmuseum, Amsterdã





Se quisermos entender um pouco mais sobre a escolha dos motivos que marcariam para sempre a carreira de Vermeer, é necessário que entendamos um pouco melhor o período em que ele viveu. Contemporâneo de estilos como o Barroco (livre por excelência) e de movimentos como a Contra-Reforma (radical por natureza), não é tão difícil deduzir que a busca de uma especialidade estética sempre se esbarre em um aspecto moral, porque a Holanda da época de Vermeer era absolutamente radical, forjada nos ensinamentos de Lutero. Isentas das restrições dogmáticas, as paisagens e cenas de interiores, preferencialmente familiares e íntimas, parecem ser a novidade do período e não deixam de oferecer uma certa originalidade aos artistas que resolvem incorporá-las como temática principal. Mais que pintar o que parecia algo em moda, Vermeer consegue arrancar dessas temáticas tudo que elas pareciam não serem capazes de exprimir. Os contrastes vigorosos e tensos da influência de Caravaggio ganham aspectos sutis e ternos na sua obra. A luz é explorada com tanta precisão e propriedade, que nos impede que paramos de observar seus trabalhos por um longo tempo. Mas o que nos prende mesmo é o silêncio, que nos convida a um retiro momentâneo e ao desejo de não sairmos mais dali. Como ninguém em seu tempo, Vermeer retoma a velha tradição holandesa da arte doméstica, e nos alicia, até hoje, a fazer parte desse mundo de magia e poesia.

JOHANNES VERMEER - O astrônomo
Óleo sobre tela - 50,16 x 45,72 - Coleção particular

JOHANNES VERMEER - O geógrafo
Óleo sobre tela - 53 x 46,6

Vermeer não teve mestres nem discípulos diretamente. Carel Fabritius talvez seja o nome que mais tenha influenciado os seus trabalhos em início de carreira, não só desenvolvendo nele o gosto por uma paleta sóbria e tranquila, mas também instigando o jovem nas descobertas feitas em experimentações óticas, especialmente com o uso da câmara de luz, ou câmara escura, que consistia em duas opções de visualização do objeto a ser pintado. Ora feito por um quarto escuro (na forma mais simples), ora feito por uma câmara escura portátil (caixa dotada de lentes de projeção). Um enigma se diz respeito ao método de trabalho do artista, uma vez que não existem desenhos e nem esboços de sua autoria. Provavelmente desenvolvia seus temas diretamente na tela.

JOHANNES VERMEER - Vista de Delft - Óleo sobre tela - 98,5 x 117,5 - Mauritshuis, Haia

Acima e abaixo, as duas únicas cenas externas de Vermeer.

JOHANNES VERMEER - Ruela - Óleo sobre tela - 53,97 x 43,18
Aproximadamente 1660 - Rijksmuseum, Amsterdã

Com apenas 21 anos de idade ele se tornaria mestre da Guilda de São Lucas, respeitada instituição artística da cidade, da qual viria, inclusive, a ser o presidente em dois períodos, 1662 e 1670. É também nessa época que ele se casa com Catharina Bolnes, com quem teria onze filhos. As crianças nunca apareceriam em nenhuma de suas composições, mas ela é bem provável que tenha contribuído para a representação em algumas delas. Com a morte de seu pai, antes mesmo do casamento, tudo leva a crer que tenha assumido a direção dos negócios herdados, até porque não conseguiria sustentar sua numerosa família apenas pintando. Talvez esse seja, também, um dos motivos pela sua tão limitada produção. Uma grave crise financeira o obriga a dispor de bens e ir morar na casa da sogra. Ainda nesse período, a crise econômica que se seguiu à invasão francesa no país provocou um colapso no mercado de arte, agravando ainda mais a frágil situação econômica do artista. Vermeer falece em 1675, esse sim, um registro oficial de sua existência, com apenas 43 anos de idade. Deixava oito filhos e uma esposa à beira da miséria.

JOHANNES VERMEER - O estúdio do artista
Óleo sobre tela - 129,54 x 111,12 - Museu Kunsthistorisches, Viena

JOHANNES VERMEER - A rendeira
Óleo sobre tela - 25,39 x 20,32 - Museu do Louvre, Paris

Um esquecimento imperdoável sobre o nome de Vermeer pairou por quase dois séculos após a sua morte, vindo a ser resgatado pelo perito francês Thoré-Bürger. Não existe uma unanimidade sobre o número oficial de obras deixadas pelo artista, que oscila entre 21 e 35, e estão entre os melhores museus e galerias do mundo. São os registros que nos revelam um momento de serenidade na turbulenta vida de um artista recluso. Momentos atemporais que levarão à introspecção e ao retiro espiritual em qualquer época.

JOHANNES VERMEER - Garota interrompida em sua música
Óleo sobre tela - 39,4 x 44,5 - Frick Collection, Nova Iorque

PARA SABER MAIS:


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

TALLMAN SCOTT POWERS


TALLMAN SCOTT POWERS - Um cochilo - Óleo sobre tela

TALLMAN SCOTT POWERS - Laranjas a venda
Óleo sobre tela - 76,2 x 60,96

Seguir os caminhos dos pais, no ramo artístico, é uma atividade bem corriqueira. Muitos filhos se inspiram na rotina que convivem em sua família e acabam incorporando um gosto nato pelo ramo artístico. Mesmo que muitos não venham a se tornar grandes nomes, levam para toda a vida esse desejo que é cada vez mais crescente. Tallman Scott Powers começou, como muitas crianças, vendo seu pai pintar. Nasceu em Birmingham, no estado americano do Alabama em 1972.

TALLMAN SCOTT POWERS - Entrega na vila, Marrocos
Óleo sobre tela - 20,32 x 25,4

TALLMAN SCOTT POWERS - Cena familiar, Marrocos
Óleo sobre tela - 45,72 x 60,96

TALLMAN SCOTT POWERS - Longo caminho pela frente
Óleo sobre tela - 45,72 x 60,96

Teve uma base sólida em seus primeiros ensinamentos e também um bom complemento dos estudos na Academia Americana de Arte de Chicago. Nesse ambiente experimentou diversas técnicas, a ressaltar a aquarela e o óleo. Além de escultura, deu grande ênfase ao desenho, principalmente Anatomia. Após os estudos, trabalhou diversos anos como ilustrador de publicidade e nunca desistiu do sonho de trabalhar integralmente com a pintura, o que faz no momento.


TALLMAN SCOTT POWERS - As últimas três
Óleo sobre tela - 91,48 x 76,2

TALLMAN SCOTT POWERS - Uma vida de cultivo - Óleo sobre tela - 76,2 x 91,44

TALLMAN SCOTT POWERS - Esperança realizada em mãos calejadas
 Óleo sobre tela - 81,28 x 111,76

Fundador do “Plein Air Paintings of Chicago”, dedica grande parte de seu tempo para essa atividade. A inspiração para sua obra vem de diversas culturas, de diversas partes do mundo. O que vemos em quase todo o seu trabalho é a valorização do elemento humano, acima de tudo. Brinca com as formas e os adereços de seus personagens com uma maestria incomparável. Conhecer melhor as pessoas e poder difundir suas variadas culturas é, para o artista, o que lhe permite maior compreensão do mundo.


TALLMAN SCOTT POWERS - O que há de resto - Óleo sobre tela - 17,78 x 25,4

TALLMAN SCOTT POWERS - Sombras do trabalho, Marrakech
Óleo sobre tela - 35,56 x 33

Scott Powers continua a percorrer diversos países, sempre se inspirando e trazendo deles um vasto material para mostra. Seu objetivo maior é fazer isso de uma maneira honesta e sensível, a fim de divulgar o máximo daquilo que apreende em suas viagens.


TALLMAN SCOTT POWERS - Chafariz na Piazza Villena, Palermo
Óleo sobre tela - 45,72 x 50,8

TALLMAN SCOTT POWERS - Na feira - Óleo sobre tela

TALLMAN SCOTT POWERS - Fim do dia
Óleo sobre tela - 17,78 x 30,48

Possui diversas obras espalhadas em várias coleções do mundo, públicas e particulares. Expõe constantemente em mostras individuais e coletivas pelos Estados Unidos, China, Israel e diversas partes da Europa, além de ter participação em inúmeras publicações por onde passa.



PARA SABER MAIS:

sábado, 26 de maio de 2012

ELLERY GUTIÉRREZ


ELLERY GUTIÉRREZ - Frutas em cesto
Óleo sobre tela - 120 x 180

ELLERY GUTIÉRREZ - Peras e maçãs
Óleo sobre tela - 100 x 150

ELLERY GUTIÉRREZ - Mangas
Óleo sobre tela - 100 x 150

Ainda lembrando das influências de Caravaggio sobre outros artistas, vale ressaltar que elas não se deram apenas aos seus contemporâneos, mas que continuou através de muitos séculos depois, e continua fazendo escola. Um artista da atualidade, de nome Ellery Gutiérrez, também tem suas inspirações nas sombras e luzes vigorosas, que tanto admirou nos trabalhos do artista italiano. Porém, Gutiérrez soube interpretar essas influências do antigo mestre e desenvolveu uma linguagem pictórica bem particular, explorada principalmente no uso de diversas composições com flores e frutos, além é claro, da temática com animais e figuras humanas. Mas são as naturezas mortas, os pontos fortes de sua obra.

ELLERY GUTIÉRREZ - Flores
Óleo sobre tela - 110 x 140

ELLERY GUTIÉRREZ - Cattleya Mossiae - 100 x 150 - Flor nacional da Venezuela

ELLERY GUTIÉRREZ - Copos de leite e strelitzias
Óleo sobre tela - 110 x 160

Ellery Gutiérrez nasceu na cidade venezuelana de Maracay, no estado de Aragua, em 1 de setembro de 1969. Começou autodidatamente com figuras e retratos e foi progredindo para um estilo bem próprio na representação de flores e frutos, que lhe deu reconhecimento e fama. Entre os anos de 1992 e 1995 fez aulas com o professor de desenho e pintura José Antonio Aranaz, de quem herdou o gosto pela representação de naturezas mortas.

ELLERY GUTIÉRREZ - Cocos - Óleo sobre tela - 120 x 180

ELLERY GUTIÉRREZ - Cocos
Óleo sobre tela - 100 x 150

Entre os anos de 2001 e 2002 aperfeiçoa seus estudos sobre teoria cromática com a professora Siomara Ochoa, em Caracas, cidade onde reside atualmente. Uma das características principais da produção de Gutiérrez é a execução de suas obras em grandes dimensões, adequando-se ao que o mercado às vezes nomeia de arte decorativa. Aliás, toda arte pode se propor à decoração. Independente dos rótulos, faz uma arte que encanta leigos e críticos.

ELLERY GUTIÉRREZ - Frutas - Óleo sobre tela - 120 x 180

Detalhe

Diversas exposições pela Venezuela trouxeram imediato reconhecimento e já o lança com segurança no mercado internacional. As redes sociais de comunicação são outros pontos favoráveis na divulgação de seus trabalhos. Gutiérrez é uma prova de como a influência de boas referências pode realmente render bons frutos.


PARA SABER MAIS:

quarta-feira, 23 de maio de 2012

DOUGLAS OKADA


DOUGLAS OKADA - Vida no sítio - Óleo sobre tela - 60 x 80

Há um grande número de ótimos artistas realistas no interior do estado de São Paulo. Alguns com propostas mais acadêmicas, outros com visões mais contemporâneas, mas, sempre nos proporcionando ótimos trabalhos para admiração. Faria uma extensa lista de nomes, mas me restringirei, nesse momento, aos trabalhos de um jovem artista de nome Douglas Okada. Temos nos falado nos últimos dias e vou deixar a sua própria narrativa conduzir sua matéria. Uma visão pessoal é sempre algo legal de se observar.

DOUGLAS OKADA - Namorando na praça - Óleo sobre tela - 60 x 80 - 2008

Inicialmente o que me despertou na infância (6-7 anos de idade) foi ver meu pai realizando alguns esboços de personagens animados que eu gostava de assistir na televisão e  nos gibis. Eu comecei a observar e tentar fazer o mesmo. Posteriormente, copiava dos gibis os personagens e a partir daí comecei a desenhar os colegas de escola (caricaturas ). O desenho foi minha paixão inicial. Na adolescência comecei a me interessar por um desenho mais realista, abandonando a caricatura e tentando imitar o que via. A paixão pela pintura surgiu aos 14 anos, por estímulo de um filme: Incógnito (o personagem fazia uma falsificação de Rembrandt), nasceu ali o interesse pela obra do mestre holandês.

DOUGLAS OKADA - Cabeça de cavalo - Óleo sobre tela

Realizei alguns ensaios em pintura a óleo sem muito sucesso e no final do ano de 1999, já com 15 anos, ingressei no atelier de Marcelo Miura (Araraquara-SP). Com uma bolsa de estudos, iniciei o curso; minha família não tinha condições de manter as aulas e os materiais. Miura me ajudou muito no começo, aprendi com ele as técnicas básicas da pintura tradicional. Foram 2 anos e meio de aprendizado lidando com diversos temas e em particular a natureza morta. Sempre estudando muito as obras dos grandes mestres do passado. Nesse período, pintava todos os dias.

DOUGLAS OKADA - Carro de boi - Óleo sobre tela

Em 2002, aos 18 anos, quando ganhei o prêmio principal no salão de Ribeirão Preto-SP com uma obra de figura humana sem a influencia do meu professor, tive o estímulo necessário à minha auto- estima para desvincular do atelier de Miura e iniciar minha jornada para criar uma identidade própria na pintura. Foi nesse período, e nos próximos anos, que comecei a praticar muito o desenho e pintura do natural, estudar (através de livros e internet) conceitos, teorias, realizar experimentos com médiuns, tintas, vernizes, texturas e suportes para pintura a óleo. Estudei muito a obra de Rembrandt e sua visão da pintura: foi quando incorporei sua filosofia ao meu trabalho. Inicialmente obsecado com sua maneira de pintar e depois realmente com a essência de seu trabalho: tentar enxergar além da pose, o que há por trás, captar do modelo sua espontânea naturalidade. Continuar com o progresso e visão de pintura sem se importar com críticas e outras coisas, apenas vivenciar a pintura. Outra grande influencia no meu trabalho foi do movimento impressionista e sua ideia principal: capturar o momento.

DOUGLAS OKADA - Composição - Óleo sobre tela - 50 x 70 - 2010

Os trabalhos de grandes mestres como Caravaggio, Leonardo da Vinci, Vermeer , Velázquez, W. Bouguereau, Sargent e os brasileiros Almeida Jr., Pedro Alexandrino, Batista da Costa, Eliseu Visconti, Oscar Pereira, Edgar Walter, entre outros e as visitas aos museus como MASP e Pinacoteca do estado de São Paulo foram determinantes para meu desenvolvimento.

DOUGLAS OKADA - Vida no campo - Óleo sobre tela - 50 x 40

Foi durante esse período que me mudei para Jaboticabal-SP para ingressar no curso de artes da faculdade São Luís e ministrar aulas de pintura e desenho no meu próprio atelier. Pratiquei muito os temas que tinha dificuldade na época do meu aprendizado como as paisagens e flores. Frequentemente realizava visitas ao amigo W. Maguetas para passar horas conversando sobre pintura, mercado de arte e carreira. Reinaldo Jeron realizou um workshop em meu atelier em 2007; ele  e Maguetas foram  importantes  para meu desenvolvimento em pintura de paisagem.

DOUGLAS OKADA - Menino - Óleo sobre tela - 60 x 50 - 2011

Artistas da atualidade como Pino Daeni, David Leffel, Scott Burdick, Jeremy Lipking  , Casey Baugh, Morgan Weistling, David Kassan, Carlo Russo, Serge Marshennikov e os brasileiros, Gilberto Geraldo, Luiz Pinto, Alexandre Reider, Morgilli, Boner, Maurício Takiguthi, Vasco Machado, José Rosário, Claudio Vinicius, entre tantos outros são referencias de qualidade e  fontes de aprendizado .

DOUGLAS OKADA - Rosas - Óleo sobre tela - 50 x 40

Além das obras dos grandes artistas contemporâneos e do passado, “a luz, o momento, a realidade e busca interminável pela essência das coisas” são minhas inspirações. Sou muito exigente comigo e estou sempre insatisfeito com meu trabalho, sempre buscando praticar mais e melhorar sempre. Os temas que trabalho são variados. Gosto de realizar estudos a lápis ou com pastel, mas minha paixão é pintura a óleo, suas texturas e efeitos intermináveis. Cada tema tem seu desafio, é exatamente disso que gosto, seja uma fruta, pétala, riachos, animais ou simples olhar.A figura humana representa um desafio maior, tentar imprimir sua personalidade e sua singularidade.

DOUGLAS OKADA - Arranjo - Óleo sobre tela - 50 x 70

Utilizo a técnica de pintura indireta (underpainting e velaturas)  para a maioria de meus trabalhos quando uso a fotografia como recurso para inspiração e pintura direta (Alla prima) para modelo natural. Sinto muito prazer em pintar do natural, especialmente retratos e naturezas mortas. Estou realizando diversos estudos com paisagens ao ar livre.
As paisagens naturais da região de São Paulo e Minas são minhas grandes fontes de inspiração para essa temática, especialmente cenas com sítios e animais. Sempre sou contratado para fazer retratos e outras encomendas que se tornam uma fonte de renda junto às aulas de pintura.

DOUGLAS OKADA - Um canto de jardim - Óleo sobre tela 0 70 x 50

Ministro aulas de pintura durante a semana (turmas variadas) nos períodos manhã, tarde e noite. Uma maneira segura para nós vivermos hoje no nosso país, já que as vendas são sempre incertas. Tenho realizado algumas exposições em São Paulo e no interior do estado, recentemente tenho agendado para julho no Octávio Café na capital paulista. Participo sempre que posso dos salões de arte, mas o tempo é curto para produzir , por conta das aulas e encomendas. Minha família, amigos, alunos e o Sr. Emanuel Von Lauenstein Massarani (crítico de arte, presidente do instituto de recuperação do patrimônio histórico de São Paulo.) são os maiores colaboradores . A internet é uma ferramenta essencial na divulgação de um artista hoje (e para conhecer o trabalho de muitos outros). Tenho feito muitas exposições fora circuito tradicional, buscando sempre lugares bem movimentados. Grande parte dos brasileiros não é educada para frequentar museus e pinacotecas, então temos de levar as obras até onde está o publico, para que crie um habito de ver e apreciar uma obra de arte.

DOUGLAS OKADA - Mais um dia de trabalho - Óleo sobre tela - 70 x 100

O interior de São Paulo é uma região muita rica em produção artística, temos artistas muito bons como Boner, Morgilli, Maguetas, Clodoaldo Martins, Zaniboni entre tantos outros. Tenho sonhos e projetos para conhecer e estudar nos museus da Europa e EUA, sempre tendo a mente aberta para aprender cada vez mais, tentar melhorar nas temáticas que tenho problemas ou dificuldades; Ser um eterno aprendiz.


PARA SABER MAIS: