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sábado, 16 de fevereiro de 2013

ARRANJOS FLORAIS

Três artistas do século XIX em
três demonstrações de florais
bem tradicionais para aquela época.
Artistas franceses que ainda carregavam
uma maneira de fazer que remonta
ao século XVIII, mas que já se
abriam a uma visão mais solta e
composições mais despojadas.

EMILE VERNAY

EMILE VERNAY - Buquê de flores - Óleo sobre tela - 61 x 46

                   


                   


HENRIETTE DE LONGCHAMP

HENRIETTE DE LONGCHAMP - Composição com rosas - Óleo sobre tela - 67 x 47,5

 
 


EUGÈNE HENRY CAUCHOIS

EUGÈNE HENRY CAUCHOIS - Rosas e partituras - Óleo sobre tela - 65 x 92

             


domingo, 19 de agosto de 2012

ALEXEI ANTONOV


ALEXEI ANTONOV - Cesto com rosas - Óleo sobre tela - 60,96 x 76,2

As naturezas-mortas foram pintadas desde a Antiguidade clássica e tiveram sua reputação recuperada pelos artistas do Renascimento. Não é um exercício tão simples empilhar objetos diversos, e com eles obter um efeito visual coerente, que tenha uma estrutura agradável ao olhar e que pareçam ao mesmo tempo casuais, colocados ali de uma forma natural. Esse tipo de temática pode agrupar flores, frutas, vasilhas, animais, instrumentos musicais, livros e toda sorte de objetos inanimados. Já foram representados com um realismo inacreditável, mas também seduziram impressionistas e artistas contemporâneos. Já foram feitos em quase todas as técnicas possíveis e possivelmente quase todo grande mestre da História da Arte já se sentiu seduzido por eles e se aventurou a representá-los.

ALEXEI ANTONOV - Arranjo de flores - Óleo sobre tela

ALEXEI ANTONOV - Composição com castiçal
Óleo sobre tela

ALEXEI ANTONOV - Rosas e maçã
Óleo sobre tela

Um dos atuais artistas, que é fascinado ao método tradicional dos antigos mestres de pintura, ainda mantém uma intensa atividade na produção de naturezas-mortas, que remetem às famosas naturezas-mortas flamengas. Trata-se do russo Alexei Antonov, nascido no ano de 1957 e que pratica arte clássica nos últimos 20 anos. Segundo o próprio artista, divulgar o trabalho clássico aos jovens dessa geração é essencial para conseguir influenciá-los.

ALEXEI ANTONOV - Flores e jarro - Óleo sobre tela

Detalhe

O jovem Alexei começou muito cedo, “atormentando” sua mãe com desenhos em todos os cantos da casa, rabiscando desde as paredes aos tecidos das camas. Sua sede pela aprendizagem de artes não só lhe enveredou pelos desenhos, mas também pelo canto. Como gosta de afirmar, sempre se viu um aprendiz incompleto, mas sempre gostou de transmitir aquilo que aprendia. Esse gosto pela transmissão de conhecimentos fica notório na série de vídeos que divulga pela rede e que leva a sua arte a todos os cantos do mundo. Faz isso de uma forma altruísta, percebe-se.

ALEXEI ANTONOV - Papoulas do Alasca - Óleo sobre tela - 86,36 x 76,2

ALEXEI ANTONOV - Vinho quente e noite de inverno
Óleo sobre tela, detalhe

ALEXEI ANTONOV - Motivo grego
Óleo sobre tela, detalhe

Curiosamente pinta com as duas mãos. Foi assimilando a habilidade ambidestra desde mais novo e a cada dia se vê mais treinado para isso.

ALEXEI ANTONOV - Composição suave - Óleo sobre tela

ALEXEI ANTONOV - Romãs - Óleo sobre tela

Entrou para a Faculdade de Arte do Estado, em Baku, no ano de 1972. Encontrou muito ensino ali que lhe deu suporte para sua formação, mas ainda sentia falta de uma formação mais clássica, abandonada há muito tempo por quase todas as escolas, em todas as partes do mundo. Ainda assim se formou em 1976 e passou a trabalhar na Fundação de Arte e Design, em Moscou. Desenvolvia várias temáticas nesse período, como ainda o faz até hoje. Pintou retratos de políticos e comerciantes famosos, mas são as naturezas-mortas que o promoveram em todas as partes do mundo.

ALEXEI ANTONOV - Flores e urna - Óleo sobre tela

ALEXEI ANTONOV - Uvas - Óleo sobre tela, detalhe

ALEXEI ANTONOV - Morangos - Óleo sobre tela, detalhe

Entre os anos de 1986 e 1990 trabalhou como retratista e ilustrador em agências de notícias russas, bem como se viu ilustrando álbuns e cartazes de grupos de artistas do cenário rock. Contudo, foi a partir desse período, que iniciou um incansável e atento estudo da técnica dos antigos mestres como Rubens, Van Dyke e Snyders. Visitou a Itália, em 1988, exatamente para conhecer e estudar os grandes mestres em diversas galerias e museus. Nesse período, participou de diversas exposições em Moscou. Desde 1990, vive e trabalha nos Estados Unidos.


PARA SABER MAIS:

domingo, 22 de abril de 2012

MARIA VARBANOVA


MARIA VARBANOVA - Natureza morta com romãs - Acrílica sobre tela - 50 x 50

MARIA VARBANOVA - Natureza morta com caquis e uvas - Acrílica sobre tela - 32 x 75

Um dos grandes desafios de artistas realistas da atualidade é conseguir os efeitos tão misteriosamente guardados pelos mestres do passado, ainda que hoje seja possível encontrar uma variedade enorme de materiais, muitos deles jamais inimagináveis até cem anos atrás. Essa procura por uma excelência de resultados, leva ao desenvolvimento particular de técnicas, e muitas vezes a experimentos que reproduzem resultados do passado com muita proximidade. Foi o que me levou a pesquisar um pouco mais o trabalho de Maria Varbanova, essa artista búlgara, nascida no ano de 1966.

MARIA VARBANOVA - Caquis e uvas
Acrílica sobre tela - 50 x 70

MARIA VARBANOVA - Maçãs e uvas verdes - Acrílica sobre tela - 81 x 81

MARIA VARBANOVA - Maçãs vermelhas e uvas
Acrílica sobre tela - 48 x 81

Maria Varbanova desenvolve uma linha interessante e um processo bem original na execução de suas obras, partindo de um fundo absolutamente negro e conseguindo intensas gradações de luminosidade e cores. Faz isso com inúmeras camadas de tinta, utilizando-se de processos até bem atuais, como por exemplo, o uso de aerógrafo. O resultado, é que sua arte consegue transmitir um apelo clássico, mas se valendo de recursos contemporâneos, permitindo que consiga efeitos quase foto-realistas.

MARIA VARBANOVA - Manhã
Acrílica sobre tela - 40 x 40

MARIA VARBANOVA - Natureza morta com morangos
Acrílica sobre tela - 25 x 25

Maria Varbanova iniciou sua carreira em 1980, com os estudos de desenho, pintura, escultura, composição e impressão no Tsanko Lvrenov High School of Fine Arts, em Plovidiv, na Bulgária. Formou aí em 1985. Ainda nesse período, inicia os estudos no Fine Arts in the Universinity of Veliko Tarnovo St Ciril and Methodius, também na Bulgária. Desde 1992, tornou-se professora de artes em diversas instituições búlgaras.

MARIA VARBANOVA - Natureza morta com peixe
Acrílica sobre tela - 92 x 65

MARIA VARBANOVA - Natureza morta com uvas
Acrílica sobre tela - 46 x 26

Suas composições tem uma ligação direta com mestres holandeses do século XVI e XVII. Naturezas mortas muito bem elaboradas, que exibem frutos e vasilhames das mais diversas espécies, tecidos em diversas texturas e muitas e sutis transparências e reflexos. Também tem se aventurado pelo campo do retrato e do realismo figurativo, onde tem explorado o uso da figura humana em situações variadas.

MARIA VARBANOVA E VALERY VARBANOVA - O fruto proibido, tentação
Acrílica sobre tela - 63 x 90

São palavras da própria artista: “Eu gostaria de convencer os espectadores de como há tanta beleza e harmonia ao nosso redor. Pessoas estão perdendo o prazer das coisas simples, com tanta ocupação que se propõe o tempo inteiro. Meu objetivo é capturar o olhar de alguém do outro lado da sala, e traze-lo para bem perto de minha obra, até que essa lhe provoque um prazer pleno.”


PARA SABER MAIS:

domingo, 5 de fevereiro de 2012

FLORÊNCIO

FLORÊNCIO - Mexericas - Óleo sobre tela

FLORÊNCIO - Milho e peneira - Óleo sobre tela

Tradicionalmente, Minas é uma terra de pintores paisagistas. Independente do estilo que aqui pratiquem, tem como tema principal a paisagem, geralmente mineira. Acadêmicos, modernistas ou contemporâneos, é uma tradição que parece ser quase nata. Porém, nesse ambiente de paisagistas, o artista Florêncio se destaca como um dos mais respeitados pintores brasileiros de natureza morta, da atualidade.


FLORÊNCIO - Dia de feira - Óleo sobre tela

FLORÊNCIO - Fartura - Óleo sobre tela

FLORÊNCIO - Frutos - Óleo sobre tela

O codinome Florêncio, que na verdade é um sobrenome de família, é usado pelo artista José Carlos dos Santos. Mineiro de Sete Lagoas, nasceu em 19 de março de 1947. Seus primeiros ensinamentos artísticos vieram através de Pacheco Silva, até que decide ir para o Rio de Janeiro em 1969, onde freqüenta os cursos de desenho e pintura no Parque Lage. Nesse tradicional ambiente, que já formou tantos outros artistas, teve a felicidade de ser orientado por Edgar Walter, Osvaldo Teixeira, Acélio Mello e Armando Viana.


FLORÊNCIO - Frutos - Óleo sobre tela

FLORÊNCIO - Espigas - Óleo sobre tela - 20 x 35

FLORÊNCIO - Legumes - Óleo sobre tela

Já de volta a Belo Horizonte, em 1971, trabalha inicialmente como desenhista publicitário. Só em 1980 que inicia no óleo, e à partir de 1989 passa a se dedicar exclusivamente à pintura. Embora tenha na sua formação acadêmica, amplo estudo de anatomia, decidiu dedicar-se exclusivamente à representação de naturezas mortas, atividade que faz sempre se orientando do natural.


FLORÊNCIO - Arranjo - Óleo sobre tela

FLORÊNCIO - Laranjas e melancia - Óleo sobre tela - 60 x 80

FLORÊNCIO - Maracujás, bananas e morangos - Óleo sobre tela - 40 x 50


Florêncio é uma unanimidade no campo artístico, respeitado pela crítica e bastante solicitado por colecionadores ou simples amantes da arte. Acredito que sua popularidade; além da alta qualidade técnica, é claro; esteja aliada ao fato de que representa quase sempre, os frutos de nossa terra. Os utensílios que só existem por aqui estão sempre lá, como tradicionais gamelas, cestos, tachos, peneiras, cuias, cabaças... Deu a um sóbrio e bem trabalhado acabamento de escola européia, sua contribuição tupiniquim de representação. Um artista absolutamente consciente do forte legado que deixa e da grande contribuição que ainda faz ao cenário artístico nacional.


FLORÊNCIO - Livros de arte - Óleo sobre tela - 60 x 100

FLORÊNCIO - Mesa de ateliê - Óleo sobre tela - 60 x 80

FLORÊNCIO - Natureza morta - Óleo sobre tela - 60 x 80

FALE COM O ARTISTA:
(31) 3773-2916
florenciomail@bol.com.br