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domingo, 26 de agosto de 2012

ATACIR COSTA

ATACIR COSTA - Carro de boi - Óleo sobre tela - 50 x 70 - 2013

ATACIR COSTA - Pescadores
Óleo sobre tela

Atacir costa nasceu em Belo Horizonte/MG, no ano de 1973. Frequentador de museus, galerias e ateliês, desenvolveu um estilo bastante peculiar em suas pinturas. Através de suas pinceladas vigorosas, o habitual é transformado ganhando força e dramaticidade. Cenas do cotidiano são realçadas com bastante nitidez em suas pinceladas impressionistas. Momentos marcantes são transportados para telas, quase sempre inspirados em alguma referência fotográfica.


ATACIR COSTA - Na bica - Óleo sobre tela

ATACIR COSTA - Chapada Diamantina
Óleo sobre tela

A arte ainda é a melhor forma de expressão do sentimento humano. É essa a expectativa maior almejada nos trabalhos de Atacir, toda vez que se dispõe a criar algo novo. Desde criança, seus pequenos traçados eram tendenciosos, e os desenhos já retratavam o seu amor pela forma acadêmica das pinturas. Na década de 90 iniciou-se o curso de pintura com a artista Márcia Nascimento e anos depois veio conhecer o artista Mauro Rocha. A sua paixão pelo impressionismo era tão grande que ele não mediu esforços em suas idas e vindas de BH à Ouro Preto, pois nesta época o ateliê do Mauro era nesta cidade. Com ele, Atacir aprendeu a se soltar mais, e começou a praticar a tão misteriosa veladura, a partir daí seus trabalhos começaram ganhar um pouco mais de notoriedade entre seus admiradores, e a cada ano que se passava esta admiração só aumentava. Sempre exercendo alguma função paralela a arte, no inicio de 2005, Atacir Costa iniciou o curso superior em Tecnologia da Gestão Ambiental, e mesmo nunca tendo atuado nesta área, os contatos e as influências alavancaram o seu relacionamento artístico com pessoas da alta sociedade mineira. Nesta mesma época, Atacir Costa conheceu o artista JBCampos, que diz ter sido a peça que faltava em seu quebra cabeça, pois eles se tornaram grandes amigos. O falecimento de JBCampos em Junho de 2012, arrancou parte não só dele como também da cultura mineira.


ATACIR COSTA - Moranga e espigas - Óleo sobre tela

ATACIR COSTA - Natureza morta - Óleo sobre tela

Decorrente de uma busca com muito esforço, Atacir Costa tem relacionado com alguns artistas de outros segmentos. Amigo particular do cantor Vander Lee, ele se diz bastante satisfeito com um retrato que executou dele. “Grande cantor e grande ser humano, adoro este cara!” diz Atacir referindo-se  ao Vander Lee.
O cantor Sérgio Pererê, grande promessa ao cenário nacional da música popular brasileira, também está retratado entre suas obras.

Cantor Vander Lee e Atacir Costa

ATACIR COSTA - Sérgio Pererê 
Óleo sobre tela

ATACIR COSTA - Na espera - Óleo sobre tela

ATACIR COSTA - Pequenos jogadores - Óleo sobre tela

Atacir Costa é casado. João Mateus, seu filho, é um de seus principais modelos. Sempre presente em boa parte de suas composições.

Está representado por várias galerias e várias coleções particulares, principalmente de Belo Horizonte, onde iniciou seu mercado.

ATACIR COSTA - Gol de placa
Óleo sobre tela

ATACIR COSTA - Vítor
Óleo sobre tela

Mensagem do Cantor Vander Lee, para o amigo Atacir Costa.

“O artista que pinta outro artista, é além de grande artista, uma grande alma.”


ATACIR COSTA - Descanso do futebol - Óleo sobre tela - 70 x 100

Sebastião Fonseca, Atacir Costa e João Bosco Campos.

PARA SABER MAIS:

sexta-feira, 11 de maio de 2012

MATERNIDADE


ELISEU VISCONTI - Maternidade - Óleo sobre tela - 1906

A aproximação da data (Dia das mães no próximo domingo) sugeriu escrever algo. Mesmo que a comemoração seja uma tentativa comercial de criar mais um período do ano para se consumir presentes; numa espécie de entressafra de natais; um dia reservado às mães é mesmo algo merecido. Muito merecido, por sinal! E se falamos sobre elas, iremos sempre lembrar das muitas imagens que povoam o mundo das artes desde longa data. De fato, a história da arte ocidental está repleta de suas representações desde a Idade Média. Uma mãe e sua criança nos transmitem sempre uma boa sensação. Há todo um universo sugerindo proteção, carinho e calor. E isso mexe com todos nós!

LEONARDO DA VINCI - A virgem e O menino com Santa Ana
Óleo sobre painel - 168 x 112 - Museu do Louvre, Paris

RAFAEL - Madonna do Grão Duque
Óleo sobre painel - 1504 a 1505 - Palazzo Pitti, Florença

Inúmeras culturas usaram a figura materna para criar símbolos e arquétipos. De uma certa forma, a cultura cristã é a mais responsável por difundir essa imagem da mãe complacente e terna, que afaga e ao mesmo tempo protege, que educa corrigindo, que ensina a ser livre impondo os limites da vida.

JEAN BAPTISTE-SIMÉON CHARDIN - A oração antes da refeição
Óleo sobre tela - 49,5 x 38,4 - 1740 - Museu Hermitage

MARY CASSATT - Mãe e filho
Pastel - 1880

As primeiras representações sobre a maternidade evocavam uma lembrança da humanização do divino. A mãe, na figura de Maria, é a ponte que liga o eterno e o terreno, e isso colocou a humanidade mais próxima e acessível daquilo a que ela acreditava. Pelo menos era essa a intenção da Igreja Católica, ao criar tais imagens para educar seus seguidores. Aos poucos, a figura da mãe do filho de Deus foi ganhando ares mais humanos, e adquirindo uma maternidade mais terna e mais ligada a esse mundo. A intimidade e o aconchego de cenas domésticas instigaram pintores de todas as escolas e estilos. Com o passar dos anos, as representações atestam as mudanças estruturais da família, da mãe ganhando um papel secundário e submisso no período feudal até o século XIX, e vindo a ter um papel de destaque na nova estrutura que foi se consolidando no século XX.

BERTHE MORISOT - A lição de costura
Óleo sobre tela - 1884

CLAUDE MONET - Jean Monet no berço
Óleo sobre tela - 1867

PABLO PICASSO - Mãe e filho
Óleo sobre tela - 97 x 71 - 1921

Os tempos atuais inspiram cuidados. A família tem se dissolvido e mudado sua forma estrutural mais básica, e isso acontecendo numa velocidade imensa. Muito mais do que líderes do lar, são necessários casais companheiros que devolvam o verdadeiro sentido de viver em sociedade. A mãe ainda é o pilar mais forte na tentativa de resgatar essa estrutura. Felizmente, ainda só é possível chegar a esse mundo através dela. Mesmo que o homem colabore gerando um filho, é a mãe, o "portal" que irá trazê-lo ao mundo externo.

NANCY HOWE - Maternidade
Óleo sobre tela

VICENTE ROMERO REDONDO - Maternidade
Pastel - 50 x 61

Que continuemos a nos inspirar nas muitas imagens acolhedoras e promotoras de um mundo melhor, que nos acompanham há vários séculos. Uma mãe que acolhe um filho, acolhe uma nova vida e a esperança de um novo mundo.

JOSÉ ROSÁRIO - Na feira - Mista sobre tela - 46 x 65

domingo, 8 de abril de 2012

UM NOVO TRABALHO

JOSÉ ROSÁRIO - Quatro congados - Óleo sobre tela - 50 x 40 - 2012
VENDIDO

Todos os anos, os Congados se apresentam em duas festas na minha cidade. Uma em janeiro, na Festa de São Sebastião, e outra em outubro, nos festejos de Nossa Senhora do Rosário.
É muito legal ver o sincretismo das culturas africanas com as tradições católicas brasileiras. É também um momento especial para fotografar e esboçar algo, pois há um rico colorido nas vestimentas e nos estandartes. Também é desafiador estudar movimentos e formas alternativas para enquadramento e composição.





domingo, 1 de abril de 2012

NANCY HOWE


NANCY HOWE - By design - Óleo sobre tela - 60,96 x 50,8

Certos trabalhos realistas tem o dom de transcenderem às suas propostas. É que há tanto refinamento, tanta precisão, tanta leveza nos gestos e nas composições, que a realidade adquire uma matéria quase etérea, como se aquilo representado fosse tão perfeitamente concebido, que é impossível não acreditar que são miragens, quase uma irrealidade. São assim os trabalhos de Nancy Howe, como ela mesma descreve, procura fazer um “poema visual”. E como consegue!...

NANCY HOWE - Primavera para a vida - Óleo sobre tela - 45,72 x 60,96

NANCY HOWE - Colhereiros
Óleo sobre tela - 71,12 x 58,42

NANCY HOWE - Domingo - Óleo sobre tela

Embora haja um rigor na composição, cujo tratamento técnico beira ao cúmulo da perfeição, as obras de Nancy conseguem transmitir uma idéia de mansidão e paz, tamanha é a liberdade e o equilíbrio com que consegue se expressar. Há sempre uma metáfora naquilo que vemos em sua obra e naquilo que a artista desejou mostrar.

NANCY HOWE - Arranjo - Óleo sobre tela

NANCY HOWE - A fábrica da vida - Óleo sobre tela - 60,96 x 45,72

NANCY HOWE - Paz
Óleo sobre tela - 30,48 x 35,56

Nancy Howe nasceu em Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 1950. Sua arte só começou a desenvolver, de maneira autodidata, no ano de 1988, em seu estúdio rural em Vermont. E exatamente dois anos depois, já tinha uma de suas obras escolhida para ilustrar o Projeto Duck Stamp, fato inédito para uma mulher, até então.

NANCY HOWE - Mente inocente e tranquila
Óleo sobre tela - 60,96 x 41,91

NANCY HOWE - Pela mão - Óleo sobre tela - 71,12 x 55,88

NANCY HOWE - Olhando o futuro
Óleo sobre tela - 35,56 x 25,4

O gosto pela vida ao ar livre foi herdado do pai, um declarado amante da natureza. E isso reflete bastante em sua obra, tanto que os animais e a paisagem são a sua temática mais utilizada. Naturezas mortas plácidas e figuras humanas realizadas com uma identidade impressionante, também fazem parte do seu portfólio.

NANCY HOWE - Liberdade - 50,8 x 71,12

Muitos prêmios em exposições e salões lhe foram concedidos na última década, como o Prêmio Nacional de Excelência e o International Masters of Fine Art Invitational. Ela é membro da Sociedade dos Artistas de Animais, desde 1992, da Academia Americana de Mulheres Artistas desde 1998 e da Oil Paintings of America desde 2002.

NANCY HOWE - Heliotrope - Óleo sobre tela - 45,72 x 60,96

NANCY HOWE - Fechando o dia
Óleo sobre tela - 35,56 x 55,88

NANCY HOWE - Ao vento
Óleo sobre tela - 66,04 x 101,6

Completamente ligada às causas sociais, criou em 2007, um projeto para captações de recursos para povos da África, chamado Pintando um futuro mais brilhante para as Mulheres do Quênia, feito em parceria com o projeto Boma. Para essa série, preparou pinturas à óleo originais dos nativos nômades do norte do Quênia e vendeu diversos giclees dessas imagens. A renda foi em benefício das mulheres de diversas comunidades daquela região. O dinheiro adquirido com a venda dessas obras serviu para treinamento de habilidades de negócios e orientação para pequenos grupos de mulheres. A intenção é ajudá-las a estabelecer suas próprias empresas, gerarem renda e se tornarem auto-suficientes.


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PARA SABER MAIS:

domingo, 1 de janeiro de 2012

A FIGURA HUMANA NA ARTE

CARAVAGGIO - Narciso
Óleo sobre tela - 122 x 92 - 1599
Galleria Nazionale d'Arte Antica, Roma

Essa obra do Caravaggio é mais que apropriada para iniciar essa matéria. Narciso é um personagem da Mitologia Grega, um rapaz com beleza sobrenatural, que apaixonava a todas as pessoas que o olhavam, por isso foi obrigado a viver isolado em uma ilha, para que ninguém corresse o risco de cair em tal tragédia. Um dia, ao se encaminhar para um canto de rio, para beber água, viu seu reflexo e não conseguiu sair mais dali, morreu apaixonado pela própria imagem. É uma narrativa interessante sobre a atração que o homem tem sobre si mesmo, imagem um tanto quanto exagerada nesse caso, é claro, mas uma pequena demonstração de como a sua própria figura o atrai.

Vênus - Pré-história

Desde quando começou a se manifestar artisticamente, representar a si próprio nas obras que produz tem sido uma prática milenar e constante. Nas cavernas, o homem já se incluía nos primeiros desenhos, e a escultura de uma “Vênus” paleolítica, é uma das mais antigas expressões artísticas retratando uma mulher. Tem as formas exageradas, o que deve ser uma alusão direta à fertilidade, e carrega uma beleza plástica com leitura quase contemporânea. Assim, “apaixonado” pela própria imagem, o homem vem se expressando nas mais diversas formas e nos mais diversos efeitos e técnicas. Chegou a patamares de perfeccionismo inimagináveis e produziu deformações que exibiram uma auto imagem nunca antes pensada. Faremos uma breve viagem pelo tempo, quando essa auto admiração começou a ganhar proporções relevantes.

Arte egípcia

Com exceção de algumas antigas civilizações e de alguns pouquíssimos povos da atualidade, todos os grupos humanos sempre produziram imagens de si mesmos. Seja apenas para ornamentar ou para narrar suas trajetórias. Os egípcios criaram uma imagem relativamente avançada para seu tempo. A arte nessa época era restringida aos palácios e templos, pois os únicos empregadores de artistas, se não eram governantes, eram sacerdotes. Conseqüência disso, é que grande parte da produção artística egípcia daquele período, consistia na representação de oferendas a deuses ou em monumentos comemorativos das façanhas de seus governantes. Convivendo em uma sociedade rica, os artistas egípcios eram, contudo, quase anônimos. Subordinados aos trabalhos a que eram designados, viam suas personalidades se desaparecerem atrás de suas obras. É praticamente impossível identificar os artistas que compunham tais obras. Um fato interessante na arte pictórica egípcia, em todas as suas fases, é a maneira racionalista como abordam sua técnica. A forma completamente singular de suas imagens é realçada pela falta de perspectiva, à inexistência de escorços e uma abordagem quase sempre primitiva. Estão sempre representadas em posição lateral, o que confirma que em todo instante, não estavam intencionados em ludibriar a informação desejada, criando efeitos naturalistas em suas produções.

Vênus de Milo
Mármore Parian - 202 cm de altura - entre 130 e 120 a.C.
Museu do Louvre, Paris

A Grécia inaugura a grande fase da arte naturalista na história da humanidade. Acompanhado do desejo de reproduzir cada vez mais fielmente a figura humana, surgiu a valorização dos artistas, numa esfera mais individual e mais parecida com a que conhecemos hoje. Prova disso é que já em 700 a.C. as obras comecem a ganhar assinaturas. Mas é no século V a.C. que o Classicismo ganhou ares de sofisticação. Não bastava apenas representar realisticamente a figura humana, os escultores se embrenhavam na procura de uma beleza que fosse o cume da proporção e da ordem. O ideal de beleza grego é valorizado até hoje em todas as principais academias de desenho. O fim da arte helênica dá início ao predomínio da Arte Romana, que inicia com uma excessiva valorização da escultura e vai acrescentando, paulatinamente, a pintura em suas representações. A figura humana conquista a era dos retratos. Já não era mais desejada apenas uma representação de escultura ou pintura quaisquer. Quem as encomendava queria agora ver a sua própria imagem.

RAFAEL - Transfiguração
Óleo sobre tela - 405 x 279,5  - 1520
Museu do Vaticano

MICHELANGELO - A criação de Adão
Afresco - 280 x 570
Capela Sistina, Vaticano - 1510

Há um certo conflito, e até diria uma desnecessária tendência, em posicionar o momento verdadeiro de surgimento do período Renascentista. Muitos o iniciam à partir do Iluminismo, mas é mais coerente acreditar que as coisas não surgiram todas no século XV, mas que começaram a sofrer sérias transformações no século XII. Porém, é no Quattrocento italiano que a arte, principalmente a pintura, assina uma linha divisória nitidamente perceptível da arte medieval, assumindo uma extraordinária liberdade na composição e ganhando graça, elegância, perdendo o peso estatuesco e se impregnando de linhas cada vez mais harmoniosas em sua forma. Enquanto a característica básica da arte gótica é a justaposição; como se a obra possuísse várias mini-obras inseridas dentro dela; no Renascimento todos os conceitos de composição são revistos. É à partir daí que nasce a idéia de conjunto, de um quadro sendo visto pelo todo, e até mesmo de uma construção abrigando vários elementos representarem um motivo coeso e interrelacionado. A figura humana é tratada com respeito, mas não é absolutamente mais importante que o ambiente que a integra. O Alto Renascimento culmina nas mãos mágicas de Rafael, Da Vinci e Michelangelo. Todos comprometidos em representar a figura humana no mais alto ideal que essa já pode receber. Serão necessárias muitas outras matérias para descrever essa importante fase da história da arte.

FRANÇOIS BOUCHER - Nu em um sofá
Óleo sobre tela - 59 x 73

No Barroco, o que havia de frio, intelectual e calculista do final da Renascença, deu lugar a uma arte sensual, emocional e facilmente assimilável. A figura aqui, ganha mais movimento e assume ar mais teatral. Também assume ares mais naturalistas, e tende cada vez mais, a agradar o gosto de uma grande massa de novos consumidores. A arte começa a deixar o ambiente palaciano e a se integrar na vida provinciana, até ser suplantada definitivamente pelo subjetivismo burguês, nascendo assim o Rococó, que traz a representação artística para uma qualidade mais delicada e mais íntima. É a era que se instaura a representação de imagens com “carnes fartas”, bem contraditórias do ideal de beleza atual.

JACQUES-LOUIS DAVID - Mulheres sabinas
Óleo sobre tela - 385 x 522 - 1799
Museu do Louvre, Paris

A Arte, assim como qualquer outro segmento, é cíclica. Comportamentos vão e voltam por motivos variados. Aos excessos de liberdade que o Rococó parecia sucumbir, surgiu uma nova corrente, alimentada pelos grandes governantes, e que visava restabelecer o ideal das artes clássicas. O Neoclassicismo perdurou por um bom tempo e deu origem ao Romantismo, que avançou influenciando até a metade do século XIX. Nesse período, a figura humana é revisitada em ideais que lembram os gregos e romanos, mas foi perdendo força, assim que o século XIX avançava.

EDOUARD MANET - Almoço na relva
Óleo sobre tela - 208 x 265,5 - 1863
Museu d'Orsay, Paris

VAN GOGH - Autorretrato com orelha enfaixada
Óleo sobre lona - 51 x 45

Considero o século XIX o divisor de água na História da Arte. É nele, que de uma forma abrupta, se fazem todas as rupturas com os estilos e tendências. Da liberdade assumindo seu significado mais completo da palavra, prenunciando todas as grandes revoluções vivenciadas no século XX. A representação da figura humana, à partir daí, é a interpretação pura e pessoal de cada artista. Começa com o Naturalismo e Realismo, liberta-se definitivamente com o Impressionismo e vai avançando os anos em visões Expressionistas, Surrealistas, Modernistas e Concretas. Já não nos mostram como somos visualmente, mas como nos comportamos a nível emocional. Chegamos ao presente e continuamos a nos procurar.

AMADEO MODIGLIANI
Retrato de Jeanne Hebuterne em um grande chapéu
Óleo sobre tela - 54 x 37,5 - 1918

ALBERTO GIACOMETTI - Homem caminhando

ANDY WARHOL - Marilyn - Técnica mista - 1967

DAMIEN HIRST - Ressurreição
Instalação

Viemos até aqui tentando entender um pouco do passado. Dizem que essa é a melhor maneira de melhorar o presente, e parece ser mesmo uma verdade imutável. Continuamos a nos representar, fascinados pela nossa própria imagem, assim como Narcisos apaixonados por si mesmos. A figura humana será sempre a mais alta busca na representação artística que produzimos. Jamais findará para o homem, a eterna busca de se encontrar.